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Festival de Bayreuth vai ser aberto por uma mulher maestrina pela primeira vez na sua história

A ucraniana Oksana Lyniv vai dirigir este domingo O Navio Fantasma, em mais uma edição do festival alemão dedicado à obra de Richard Wagner.

Oksana Lyniv DR

A maestrina ucraniana Oksana Lyniv vai tornar-se na primeira mulher a dirigir uma produção operática na longa história, já com 145 anos, do Festival de Bayreuth, criado em 1876 nesta cidade alemã para honra e glória da música de Richard Wagner (1813-1883).

Aos 43 anos, e com uma carreira já consolidada entre o seu país, a Alemanha e a Áustria, Lyniv vai dirigir este domingo a primeira de sete récitas de O Navio Fantasma, no festival fundado na Baviera pelo grande compositor alemão.

De regresso ao calendário dos grandes festivais europeus após a paragem do ano passado forçada pela pandemia da covid-19, o Festival de Bayreuth vai decorrer até 25 de Agosto com a apresentação de novas produções das principais óperas de Wagner. O Navio Fantasma, este ano com encenação de Dmitri Tcherniakov, terá mais seis apresentações, até 22 de Agosto, em alternância com Os Mestres Cantores de Nuremberga, Tannhäuser, A Valquíria e Parsifal.

Oksana Lyniv, que nasceu em Brody, oeste da Ucrânia, em 1978, estudou no Conservatório de Música de Lviv, onde começou a dirigir orquestra com apenas 16 anos, e onde mais tarde fundou e dirigiu o festival LvivMozArt, referência à ligação com esta cidade do filho mais novo – o também músico Franz Xaver – do genial compositor de Salzburgo. Dirigiu, como maestrina assistente, a Ópera Nacional de Odessa e, desde 2013, assistiu também o maestro Kirill Petrenko na direcção da Ópera Estatal da Baviera. Em 2017, foi nomeada maestrina principal da Ópera e da Orquestra Filarmónica de Graz, na Áustria, onde permaneceu até 2020.

Regressa agora à Alemanha para abrir o histórico Festival de Bayreuth. “Sempre foi o meu objectivo vir para a Alemanha. Para mim, era inimaginável tornar-me uma maestrina profissional sem estabelecer uma ligação com a língua alemã, que é muito importante quando me preparo para os concertos”, disse a maestrina ucraniana numa recente entrevista, agora citada pelo The New York Times, em que confessou também ter-se iniciado na língua germânica com a leitura das cartas de Mozart.

O diário nova-iorquino cita também as declarações prestadas por Lyniv no site do Festival de Bayreuth, quando ensaiava O Navio Fantasma: “Aqui tudo é realmente diferente; não há comparação com qualquer outro lugar”, disse a maestrina, referindo-se à própria distribuição da orquestra no fosso do teatro de Bayreuth, que segue ainda a prescrição de Wagner relativamente às posições dos músicos e naipes. “Por causa da construção do fosso, que está coberto, o som ressalta na parede e chega depois ao público com um pequeno atraso”, o que obriga o maestro a uma comunicação com os seus assistentes na plateia. “Mas é tudo realmente emocionante”, sintetizou a maestrina pioneira em Bayreuth.

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