Portugal

Opinião – A teleconsulta, os idosos do interior e a equipa de saúde familiar

Passados que estão cerca de 7 meses desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a infeção provocada pelo vírus SARS-CoV-2 (COVID-19 ) como pandemia mundial e que em Portugal foi decretado o Estado de Emergência Nacional, os cidadãos e os profissionais do SNS e outras entidades tem de se orgulhar do trabalho desenvolvido, no combate à pandemia.
No entanto temos de olhar para as situações que foram ficando para trás, fruto de normas orientadoras que alteraram o trabalho e procedimentos no âmbito do SNS para os cuidados de saúde, não só nas patologias crónicas, mas também nas novas situações, em muitos casos de gravidade, como por exemplo as doenças oncológicas e do foro cardiovascular.
É certo que muitos cidadãos apresentam medo de se deslocar aos serviços de saúde, mas também não tem sido criado os mecanismos de confiança que mostrem que tudo está a ser feito com segurança.
O atendimento presencial deve ser a forma preferencial de funcionamento do SNS, as formas alternativas serão sempre a exceção, até pela necessidade do exame pessoal do doente.
Os atendimentos à distância como a Teleconsulta, não devem ser o normal, mas sim a alternativa, sempre de forma limitada e considerando as dificuldades de compreensão do doente e tendo como objetivo prioritário combater as listas de espera e os atrasos na prestação de cuidados.
Em muitos Centros de Saúde e extensões a carência dos equipamentos que agilizam as novas formas de consulta é ainda uma realidade.
As equipas de Medicina Geral e Familiar tem especial relevância nos cuidados de saúde pelo conhecimento que tem do indivíduo e da sua família que acompanham em todas as fases da Vida.
São os interlocutores mais bem colocados para mediarem os contactos entre os doentes e os cuidados hospitalares, por isso a Teleconsulta tem de ser organizada de forma adequada ao funcionamento dos Centros de Saúde, na maioria dos casos com consultas das 8 horas às 20 horas.
Estas preocupações são especialmente relevantes para as populações do interior, habitualmente muito envelhecidas, com situações de pobreza e menor poder de compra que dificultam o acesso aos cuidados de saúde e aos exames complementares.
A pandemia COVID -19 trouxe abertura para novas formas de atendimento na saúde, no entanto a consulta sem imagem não faz sentido e a maioria das pessoas não tem acesso às novas tecnologias quer por falta de equipamento adequado quer por desconhecimento do funcionamento.
Não podemos no entanto esquecer a coesão social deixando para trás as populações do interior com maiores dificuldades quer pela distância, pela pobreza ou pelo envelhecimento, com as patologias inerentes (demência, surdez e outras) que em muitos casos condiciona a compreensão do contato à distância por Teleconsulta se não forem acompanhados pelos profissionais das equipas de Medicina Geral e Familiar, para compreenderem as orientações e terapêuticas propostas.

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