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Portugal

PSD pede ao Governo e PS que “deixem em paz” a poupança dos portugueses

O PSD apelou esta quarta-feira ao Governo e ao PS que “deixem em paz” a poupança dos portugueses e a estabilidade do sistema financeiro, reiterando a oposição do partido a qualquer proposta de englobamento de todos os rendimentos.

Numa declaração política na Assembleia da República, o deputado do PSD Álvaro Almeida, um dos coordenadores do programa eleitoral do partido na parte financeira, retomou o tema que o presidente do partido, Rui Rio, já tinha abordado no último debate quinzenal com o primeiro-ministro, António Costa. “Sem poupança interna ou não há investimento ou esse investimento implica divida externa que, mais cedo ou mais tarde, acaba na bancarrota e implica chamar a troika”, alertou.

Álvaro Almeida salientou que o PSD defendeu no seu programa um conjunto de medidas para “aliviar a carga fiscal e promover a poupança das famílias”, como a redução do IRS, mais benefícios para os Planos de Poupança Reforma ou a penalização fiscal do crédito ao consumo.

“É também por essa razão que o PSD estará contra qualquer proposta de englobamento dos capitais em sede do IRS, tal significará um aumento da taxa efectiva de impostos para muitos contribuintes, sobretudo para os que têm pequenas e médias poupanças”, defendeu. “Deixem em paz a poupança dos portugueses que trabalharam uma vida, deixem em paz a estabilidade do sistema financeiro, é o bem-estar e o futuro dos portugueses que está em causa”, apelou.

Pela bancada do PS, a deputada Vera Braz admitiu que o nível de poupanças dos portugueses “não é o desejável” e atribuiu esta situação, entre outros factores, a “uma quebra de confiança entre a banca e os aforradores”. “Foi o Governo do PS que permitiu o robustecimento do sistema financeiro”, considerou, apontando que também a diminuição do desemprego e a recuperação dos rendimentos dos portugueses poderão contribuir para aumentar os níveis de poupança.

Mas foi das bancadas do PCP e do BE que vieram as maiores críticas à intervenção de Álvaro Almeida, com a bloquista Mariana Mortágua a salientar que “até agora não houve englobamento e nem por isso houve mais poupança”. “O problema do PSD é outro: quando foi para aumentar impostos sobre a classe média, esmifrar trabalhadores, o PSD lá esteve. Mas sempre que há uma proposta para trazer mais justiça fiscal, aí valha-nos a classe média”, criticou, desafiando os sociais-democratas a apoiarem o aumento dos salários e a melhoria das condições laborais.

Na mesma linha, o comunista Duarte Alves apontou que PSD pode “penitenciar-se” pelo congelamento de salários e pensões durante o executivo 2011-2015 e defendeu a justiça do englobamento de todos os rendimentos em sede de IRS. “Porque é que dois contribuintes, em que um só tem rendimentos de trabalho e outro também tem de capital, porque é que um pode poupar mais do que o outro?”, questionou, considerando que o PSD está, nesta matéria, “ao lado dos mais ricos e dos mais poderosos”.

Na resposta, Álvaro Almeida contrapôs que os rendimentos de capital “já foram tributados quando foram gerados como rendimentos de trabalho” e depois foram poupados para financiar o investimento, manifestando-se contra uma nova tributação. “Qual foi o regime comunista que não terminou em miséria? Tem quatro anos para me responder”, afirmou, dirigindo-se ao deputado Duarte Alves, lamentando que este o tenha acusado de estar “ao serviço do grande capital”. “Eu não vim dizer que o senhor está ao serviço da Internacional Comunista”, acrescentou.

A Mariana Mortágua, o deputado do PSD respondeu não ser empresário e que não faz parte das suas competências subir salários. “Se eu decretar por lei a subida dos salários, as empresas sem condições para os pagarem vão gerar desemprego. Os salários são aqueles que a economia conseguir pagar”, considerou Álvaro Almeida. Apenas a líder parlamentar do CDS-PP, Cecília Meireles, manifestou concordância com a intervenção do PSD, considerando que “Portugal tem um problema de muito baixos níveis de poupança e um crescimento anémico”.

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