A União Europeia (UE) canalizou 7,5 milhões de euros para o Programa Alimentar Mundial (PAM) destinados ao apoio às comunidades que enfrentam uma situação de insegurança alimentar no Centro e Norte de Moçambique, foi esta quarta-feira anunciado.

Uma nota do PAM refere que a ajuda será providenciada às populações afetadas pela seca e inundações, no Centro, e pela violência armada na província de Cabo Delgado, Norte.

Quase um ano depois de Moçambique ter sido atingido por dois dos ciclones mais poderosos que já atingiram a África e com o aumento de ataques a civis por grupos armados no Norte, avaliações estimam que 1,9 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar no país agora”, refere a nota.

O comunicado adianta que devido à vulnerabilidade de Moçambique a desastres naturais, prevê-se que os eventos climáticos aumentem em frequência e gravidade ao longo do tempo.

O PMA vai prestar o apoio através do fornecimento direto de alimentos e entrega de dinheiro para a compra de alimentos de retalhistas.

Por seu turno, James Lattimer, director interino do PMA em Moçambique, afirmou que “esta contribuição ajudará a reduzir as lacunas agudas de alimentos em zonas afetadas por desastres no auge da temporada de escassez”. “Dadas as extensas perdas de colheitas e os danos aos meios de subsistência, muitas famílias continuarão a necessitar de assistência humanitária de emergência até ao início da colheita principal em março de 2020”, acrescentou Lattimer.