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5% das organizações OT sofreram pelo menos uma intrusão no último ano

5% das organizações OT sofreram pelo menos uma intrusão no último ano. A conclusão está no relatório State of Operational Technology and Cybersecurity de 2023 da Fortinet, líder mundial em cibersegurança, que mostra que, embora as organizações OT tenham melhorado, de uma forma geral, continua a haver espaço para melhorias neste âmbito.

Os resultados representam o estado atual da segurança da tecnologia operacional (TO) e apontam para a oportunidade de melhoria contínua para as organizações se protegerem face a um cenário de ameaças de TI/OT em constante evolução. O relatório acrescenta recomendações que visam ajudar as equipas de TI e de segurança a proteger melhor os seus ambientes.

As equipas de redes e TI estão sob uma grande pressão para se adaptarem e se tornarem mais conscientes da tecnologia operacional, e as organizações estão a mudar para encontrar e utilizar as melhores soluções que as protejam.

Embora o número de organizações que não sofreram uma intrusão de cibersegurança tenha melhorado em relação ao ano passado (de 6% em 2022 para 25% em 2023), ainda há margem para melhorias: três quartos das organizações OT relataram pelo menos uma intrusão no ano passado.

Quase um terço (32%) dos inquiridos indicou que tanto os sistemas de TI como os sistemas OT foram afetados por um ciberataque, contra apenas 21% no ano passado.
Também se verificou um aumento de dispositivos conectados. Quase 80% dos inquiridos afirmaram ter mais de 100 dispositivos OT habilitados para IP, o que mostra o quanto este é um grande desafio para as equipas de que têm de lidar com ameaças em constante evolução.

Os resultados do estudo revelaram que as soluções de cibersegurança continuam a contribuir para o sucesso da maioria (76%) dos profissionais de OT, especialmente ao melhorar a eficiência (67%) e a flexibilidade (68%). No entanto, os dados do relatório também indicam que a dispersão de soluções torna mais difícil incorporar, empregar e aplicar políticas de forma consistente num cenário TI/OT cada vez mais convergente. E o problema aumenta com sistemas que tenham entre 6 e 10 anos de vida.

Por outro lado, o alinhamento da segurança OT com o CISO (chief information security officer) é um bom presságio para o setor. Incorporar educação e formação de sensibilização para a cibersegurança é, também, considerada uma área fundamental.

Os inquiridos para este estudo vêm de diferentes locais do mundo, como Portugal, Austrália, Nova Zelândia, Brasil, Canadá, Egipto, França, Alemanha, Índia, Japão, México, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos, entre outros, e representam uma diversidade de indústrias que são grandes utilizadores de OT, incluindo indústria transformadora, transportes/logística, saúde/farmacêutica, petróleo, gás e refinação, energia/utilities, química/petroquímica e água/águas residuais.

Por Daniela Azevedo