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Banco Mundial anunciará pausa no pagamento de dívidas para países atingidos por desastres

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, anunciará uma série de medidas nesta quinta-feira para ajudar os países atingidos por desastres naturais, incluindo uma pausa no pagamento de dívidas, enquanto os líderes mundiais se reúnem em Paris para dar impulso a uma nova agenda financeira global.

Cerca de 40 líderes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reunirão na capital francesa com organizações internacionais na “Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global”.

O objetivo é aumentar o financiamento de crise para países de baixa renda, reformar os sistemas financeiros do pós-guerra e liberar fundos para enfrentar as mudanças climáticas, obtendo um consenso sobre como progredir em uma série de iniciativas atualmente sob obstáculos em órgãos como o G20, COP, FMI-Banco Mundial e Organização das Nações Unidas.

Os líderes devem apoiar um esforço para que os bancos multilaterais de desenvolvimento, como o Banco Mundial, coloquem mais capital em risco para aumentar os empréstimos, de acordo com um rascunho da declaração da cúpula visto pela Reuters.

Em um discurso a ser proferido nesta quinta-feira, o novo presidente do Banco Mundial apresentará um “kit de ferramentas”, incluindo uma pausa no pagamento de dívidas, dando aos países flexibilidade para redirecionar fundos para resposta de emergência, fornecendo novos tipos de seguro para ajudar projetos de desenvolvimento e auxiliando os governos a construir sistemas avançados de emergência.

Embora as novas medidas do Banco Mundial sejam projetadas para dar aos países em desenvolvimento algum espaço financeiro para alívio, não houve discussão sobre credores multilaterais oferecendo reduções de dívidas.

A China — o maior credor bilateral do mundo — tem pressionado para que credores como o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional absorvam parte das perdas.

Essas instituições e muitos países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, estão resistindo, argumentando que atender à demanda de Pequim equivaleria a um resgate para a China. O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, deve discursar na cúpula na sexta-feira.

Por Leigh Thomas e John Irish e Elizabeth Pineau