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Angola

Bento XVI pede que o seu nome seja retirado de livro polémico

14 Janeiro de 2020 | 16h35 - Actualizado em 14 Janeiro de 2020 | 16h35

Bento XVI pede que o seu nome seja retirado de livro polémico

Cidade do Vaticano - O Papa Emérito alemão Bento XVI pediu que o seu nome fosse retirado de um livro polémico, afirmou hoje o seu secretário particular Georg Gaenswein, citado pela agência noticiosa italiana ANSA.

"Posso confirmar que esta manhã, por indicação do Papa emérito, pedi ao cardeal Robert Sarah", co-autor da obra, "que contactasse os editores do livro pedindo que removessem o nome de Bento XVI", disse Dom Gaenswein.

O secretário de Bento XVI disse que o Papa Emérito "nunca aprovou nenhum projecto de livro com assinatura dupla" com o cardeal Robert Sarah.

Gaenswein explicou numa declaração à agência noticiosa espanhola EFE que o Papa Emérito sabia que o cardeal estava a preparar um livro e lhe enviara o seu texto sobre o sacerdócio, autorizando-o a usá-lo, mas "não tinha aprovado nenhum livro com assinatura dupla e não tinha visto a capa".

O caso está a ser classificado como uma tentativa de manipular Bento XVI, que completará 93 anos em Abril deste ano, através da área mais conservadora da Igreja, a enfrentar o Papa Francisco sobre a questão do celibato dos padres.

O cardeal Robert Sarah, prefeito da congregação para o culto divino, publicou na terça-feira uma declaração oficial na qual descreveu com dados e datas que o Papa Emérito conhecia a existência do volume, conteúdo e data da publicação.

A polémica surgiu no domingo quando foi anunciado o lançamento de um novo livro assinado por Bento XVI e Robert Sarah, um dos principais líderes da facção conservadora, que tem uma posição critica relativamente ao Papa Francisco.

O volume, cuja primeira publicação estava prevista sa er publicada na quarta-feira em francês pela editora Fayard, intitulada "Do mais profundo dos nossos corações", deveria ocorrer enquanto o Papa termina a sua exortação apostólica após o Sínodo da Amazónia.

Para o arcebispo Gaenswein, actual prefeito da Casa Pontifícia, "foi um mal-entendido sem questionar a boa fé do cardeal Sarah".

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