Angola
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Condecorados mostram-se engajados com a paz

O comprometimento com o bem comum e o respeito à opinião alheia foram, entre outros, apontados hoje, terça-feira, como elementos essenciais à preservação da paz em Angola.

As opiniões foram expressas no final da cerimónia em que o Presidente João Lourenço condecorou várias personalidades e instituições angolanas, por ocasião dos 21 anos do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, que hoje se comemoram.

Em declarações à imprensa, no final do acto, o Arcebispo de Luanda, Dom Filomeno Vieira Dias, encorajou os angolanos a darem o melhor de si para a construção e preservação da paz, se comprometendo com a felicidade colectiva.

O arcebispo fez votos para que Angola seja o país da paz, liberdade, dignidade e do diálogo na diferença de ideias e opiniões.

Após considerar que a construção de uma nação é um longo processo, disse que os angolanos precisam caminhar juntos na família, escola e apostar, cada vez mais, na formação psicológica do indivíduo.

Para Dom Filomeno Vieira Dias as leis do próprio Estado e o funcionamento das instituições públicas devem ser levadas em conta.

O Arcebispo de Luanda corrobora do repto lançado pelo Presidente da República no sentido de uma maior contribuição à paz, referindo que ninguém se deve excluir desta responsabilidade.

Paz deve ser preservada

O antigo presidente a UNITA, Isaias Samakuva, defendeu a preservação da paz com políticas públicas e com a participação responsável de todos.

“Sinto-me num momento alto da vida e da carreira pelo reconhecimento”, declarou a presidente da Comissão da Carteira e Ética, a jornalista Luísa Rogério, depois de ter sido condecorada com a Ordem de Mérito Civil, I Grau.

Luísa Rogério se propõe a elevar a dedicação pessoal em prol da preservação da paz e construção da cidadania.

Já a antiga guerrilheira e viúva do antigo ministro da Defesa Iko Carreira, Maria Helena Carreira, disse ter sido importante acabar com a guerra e trilhar o caminho da reconstrução do país.

O político Abel Chivukuvuku, que também foi condecorado, falou da necessidade de se construir uma Angola mais aberta à inclusão e ao diálogo.

Considerou positivos os 21 anos de paz, tendo como foco o aperfeiçoar da construção de um Estado democrático e de direito.

Empenho na defesa da pátria

Entre os condecorados, também esteve o brigadeiro Mário Jorge Miranda, que enalteceu a distinção entendendo ser fruto do empenho na defesa da pátria e do povo angolano.

Para a poetisa, psicóloga e consultora social Kandimbu Ananaz, o momento foi de felicidade, tendo afirmado “Parabéns Angola, viva a paz. Estou muito feliz. É um momento de muita emoção porque o Senhor Presidente da República tem estado a acompanhar o meu trabalho, o trabalho das mulheres das artes”.

Abordado pela imprensa, o comissário-chefe António Gimbe considerou reconfortante o reconhecimento e exortou para a necessidade do respeito mútuo, pensando sempre que a nação pertence a todos.

Os tenentes-generais Alfredo Tyaunda e Joaquim Constantino consideraram que o reconhecimento é extensivo aos oficiais, sargentos e soldados com os quais trabalharam e trabalham.

Afirmaram que a condecoração os estimula a continuar o trabalho pela defesa da integridade territorial e a manutenção da paz no país.

Entre os mais de 400 condecorados, Joaquim Constantino afirmou ser essencial que se reconheça os que contribuíram para que a paz fosse efectiva.

Apelou para a preservação desse bem paz e “que nunca se incentive a violência”, tendo traçado como caminhos a seguir a concórdia e o diálogo.

Reconhecimento aos fazedores das artes

O actor Luís Kifas valorizou o reconhecimento aos fazedores das artes, tendo prometido continuar a servir a sociedade, assim como defendeu maior aposta no capital humano, para a construção de um país mais cívico e desenvolvido.

O actor, muito conhecido pelo seu personagem Sidónio na série Conversas no Quintal, incentiva a preservação da paz, cumprindo as normas que regem uma sociedade civilizada.

Albertina Dias, condecorada com a Medalha de Mérito Policial do 2°Grau, aconselhou que se viva em paz e com alegria, bem como fez votos de um 4 de Abril pleno de paz.

O antigo comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, afirmou que a medalha é também o reconhecimento do esforço da colectividade.

Paulo de Almeida considerou permanentes os desafios para manter a harmonia social e a unidade nacional.

José Margoso, filho do finado General Margoso, mostrou-se satisfeito pelo reconhecimento do desempenho do seu progenitor na luta pela libertação do país do regime colonial e na defesa do país. JFS/AL/ADR