Angola
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Economistas pedem medidas para evitar queda do kwanza

Economistas angolanos pedem estratégias para o controlo da inflação e a criação de mais produtos visando combater a queda do kwanza, enquanto também defende medidas do Banco Nacional de Angola (BNA).

Estas propostas surgem depois de o governador do BNA ter afirmado em Luanda na segunda-feira, 22, que Angola perdeu 40 por cento da sua capacidade de arrecadação de divisas, facto que colocou o kwanza sob pressão.

“Se tivéssemos nesta altura que intervir para manter as taxas de câmbios, as reservas internacionais teriam já caído em cerca de mil milhões de dólares, exercício que causariam outros danos a economia incluindo a sua solvabilidade externa”, afirmou José de Lima Massano.

Com a redução da capacidade de arrecadação de divisas, o euro sobe para 63 mil kzs e o dólar a 60 contra os 51 e 53 mil dos últimos três meses, respectivamente.

Para o economista Nataniel Fernandes, a falta de produtos para Angola vender ao exterior do do pais está na base desta inflação.

“Esta balança de pagamento desequilibrada tem haver com o quanto vendemos para o exterior e o quanto nós vamos buscar no exterior”, sublinha Fernandes que recomenda “acolher o aumento demográfico mais para que as exportações possam realmente ser competitiva ter qualidade necessária e bom preço, fazer com que outros países nos procurem”.

Fernandes acrescenta que a situação vai continuar por mais tempo.

“Está-se se fazer um esforço mas não tem sortido efeitos necessários, a população cresce e as necessidades também aumentam”, conclui.

Já o também economista Mário Bernardo diz que o BNA precisa continuar a adoptar “medidas concretas para travar a depreciação do Kwanza e a falta de divisas”.