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França intensifica entrega de armas para ajudar na contraofensiva da Ucrânia, diz Macron

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira que uma contraofensiva ucraniana há muito esperada contra as forças russas de ocupação havia começado e prometeu mais ajuda militar ao governo da Ucrânia.

Em coletiva de imprensa após uma reunião com os líderes de Polônia e Alemanha, o chamado Triângulo de Weimar, Macron disse: “Fizemos de tudo para ajudar”.

“Intensificamos a entrega de munições, armas e veículos armados… Continuaremos nos próximos dias e semanas”, afirmou Macron, que nos últimos dias disse ter falado com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, confirmando o início da contraofensiva.

Questionado se a Alemanha concordou que a Ucrânia precisava receber garantias de segurança em uma cúpula da Otan em julho, o chanceler alemão, Olaf Scholz, disse: “Está claro que precisamos disso e precisamos disso de uma forma muito concreta”.

A Ucrânia reivindicou nesta segunda-feira novos ganhos na fase inicial da contraofensiva, dizendo que suas forças recapturaram sete aldeias das tropas russas ao longo de uma frente de aproximadamente 100 km no sudeste do país.

A reunião tripartida em Paris pretendia enviar um sinal de unidade entre a Europa Oriental e Ocidental, depois que Varsóvia assumiu um papel logístico e diplomático importante para ajudar a Ucrânia, ao mesmo tempo em que castigava os líderes alemães e franceses por serem muito lentos.

Macron disse que a reunião é uma prova de que não há divisão entre a “velha” e a “nova” Europa, uma distinção feita pelos Estados Unidos quando os países do leste europeu se recusaram a apoiar a França e a Alemanha na guerra do Iraque há 20 anos.

No entanto, surgiram divisões durante a curta sessão de perguntas e respostas com os jornalistas.

Tanto Macron quanto Scholz disseram que apoiam o acordo de migração fechado pelos ministros da UE na semana passada, no qual os países da UE que não desejam receber refugiados em casa seriam solicitados a dar uma contribuição financeira aos seus pares anfitriões.

Mas o presidente polonês, Andrzej Duda, disse estar “cético”.

“Recebemos aqueles que precisavam de ajuda na Polônia… ajudamos, para ser honesto, não recebemos nenhuma ajuda em particular, especialmente de instituições da UE”, afirmou.

“Espero que nenhuma instituição na UE tenha uma ideia para nos punir pelo fato de que, embora ainda tenhamos a perspectiva de mais refugiados ucranianos chegarem, também somos céticos em aceitar migrantes de outras direções.”

Por Michel Rose e Dominique Vidalon, em Paris; Sarah Marsh, em Berlim; e Anna Wlodarczak-Semczuk, em Varsóvia