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Inflação abranda na União Europeia

Preços subiram 6,1% em maio, menos 0,9 pontos percentuais em relação ao mês anterior

A inflação anual na Zona Euro (ZE) caiu para 6,1% em maio – menos nove décimas de ponto em comparação com o mês anterior. Este é o valor mais baixo registado até ao momento, desde o início do ano.

Os dados preliminares foram publicados nesta quinta-feira pelo gabinete de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Esta descida é explicada principalmente pelo comportamento dos produtos energéticos, cujo preço registou uma queda de 1,7% em maio, e também pelo abrandamento na subida do preço dos alimentos, álcool e tabaco, que passou de um crescimento de 13,5% em abril para 12,5% em maio.

Da mesma forma, o índice de preços que exclui do cálculo a energia e os alimentos não transformados também abrandou o seu crescimento no mês passado, passando de 7,3% em abril para 6,9% em maio.

No entanto, os economistas alertam que vão ser necessários vários meses até que os consumidores vejam níveis mais normais de inflação efetivamente refletidos nas etiquetas dos produtos.

Embora os preços estejam a subir mais lentamente, juntam-se outros fatores como os custos elevados provocados pela guerra na Ucrânia.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal, tal como na ZE, os preços estão a aumentar um pouco menos. A taxa de inflação média passou de 8,74%, em março, para 8,6%, em abril.

Desemprego também em queda

A taxa de desemprego na ZE desceu um décimo de ponto percentual em abril, em comparação com março, para 6,5%, um novo mínimo histórico, de acordo com os dados publicados pelo Eurostat.

No conjunto da União Europeia (UE), o indicador de desemprego permaneceu inalterado em relação a março e manteve-se em 6%.

Em comparação com abril de 2022, o desemprego caiu duas décimas nos países que partilham o euro, de 6,7% para 6,5%, enquanto no conjunto da UE-27 a queda foi de uma décima, de 6,1% para 6%.

Em Portugal, a situação é semelhante. De março para abril, o desemprego caiu de 7% para 6,7%, segundo o INE. Aliás, esta taxa tem vindo a baixar desde o início do ano.