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Lula da Silva promete campanha pelo Português como língua oficial e reitera reforma urgente da ONU

Presidente brasileiro critica proposta de Joe Biden para fim da guerra na Ucrânia e diz que Volodymyr Zelenskyy não foi ao encontro marcado entre os dois em Hiroshima.

O Presidente brasileiro disse que vai empreender uma campanha para que o Português passe a ser língua oficial das Nações Unidas como as dos cinco países membros do Conselho de Segurança e o Espanhol.

“Vou fazer essa campanha, por que a língua portuguesa não pode?”, perguntou Lula da Silva em conferência de imprensa nas primeiras horas desta segunda-feira, 22, hora local em Hiroshima, no Japão.

Na conversa em que fez um balanço da sua participação na Cimeira do G7, as sete economias mais livres do mundo, ele voltou a “reivindicar a necessidade de se mudar o Conselho de Segurança da ONU e, ao mesmo tempo retirar o direito de veto”.

“Que entrem mais países da América Latina, África, Japão, Alemanha, Índia… A África tem 54 países, porque não entra um ou dois representantes? África do Sul, Nigéria, Egipto”, continuou Lula da Silva, que, ao justificar a necessidade da reforma da ONU, disse que devia ser esse órgão a procurar caminhos para o fim da guerra e não o G7 ou G20.

Quanto à guerra na Ucrânia, o Presidente brasileiro disse que a proposta de Joe Biden através da rendição russa não ajuda a resolver o conflito.

“Ontem vocês viram o discurso do Biden, o discurso do Biden que tem que ir para cima do Putin até ele se render, pagar tudo que estragou. Esse discurso não ajuda, na minha opinião”, disse Lula da Silva, sublinhando que a solução passa pelo entendimento entre Volodymir Zelenskyy e Vladimir Putin com a ajuda da comunidade internacional.

“O que ajuda é o discurso de ‘gente, vamos sentar primeiro? Vamos arrefecer a cabeça e vamos conversar? E, às vezes, leva tempo”, completou Lula da Silva.

Desencontro com Zelenskyy

Para o Chefe de Estado brasileiro, nem Zelenskyy nem Putin quer falar da paz.

Ele contou também que tinha um encontro marcado com o seu homólogo ucraniano, que, no entanto, não compareceu.

“O facto é muito simples, tinha uma bilateral com a Ucrânia aqui neste salão. Nós esperamos e recebemos a informação de que eles tinham atrasado. Enquanto isso, eu recebi o Presidente do Vietname por uma hora e quando o Presidente do Vietname foi embora, a Ucrânia não apareceu. Certamente teve outro compromisso e não pôde vir aqui. Foi simplesmente isso o que aconteceu”, contou Lula da Silva.

Questionado sobre o comentário de Zelensky de que ficou decepcionado por não ter-se encontrado com Lula da Silva, este respondeu que ficou “chateado”.

“Eu fiquei chateado porque eu gostaria de me encontrar com ele e discutir o assunto, por isso que eu marquei com ele aqui no hotel. Apenas isso. Veja, o Zelensky é maior de idade, ele sabe o que faz”, conclui Lula da Silva.

Antes de seguir para o avião, de volta ao Brasil, Lula da Silva confirmou a sua presença na próxima Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que se realiza em São Tomé e Príncipe em Agosto.