Angola
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Medo ainda trava jornalistas em Moçambique

Jornalistas acreditam que Moçambique está a regredir no que toda à liberdade de imprensa. Profissionais acusam autoridades governamentais de tentarem controlar fluxo de informação no dia a dia.

ornalistas em Moçambique não têm dúvidas de que o país está a afundar no ranking mundial das liberdades de imprensa e de expressão. No Dia da Liberdade de Expressão e de Imprensa em Moçambique, Argunaldo Nhampossa, jornalista do semanário Savana, lembra que no Parlamento moçambicano discute-se a proposta de lei da comunicação social e de radiodifusão.

“Coloca algum perigo ao exercício desta profissão, da liberdade de imprensa, porque há muitos aspetos lá que não são devidamente acolhidos pelo grosso dos profissionais de comunicação social”, comenta.

Já Coutinho Macanasse, jornalista da TV Sucesso, salienta que a polícia é um dos travões ao exercício das liberdades.

“A polícia serve apenas como máquina para oprimir e manter os desejos e vontades de quem governa. Este aspeto por si só contribui para que registemos a regressão dos direitos conquistados com a implantação do estado de direito democrático”, afirma.

ornalistas em Moçambique não têm dúvidas de que o país está a afundar no ranking mundial das liberdades de imprensa e de expressão. No Dia da Liberdade de Expressão e de Imprensa em Moçambique, Argunaldo Nhampossa, jornalista do semanário Savana, lembra que no Parlamento moçambicano discute-se a proposta de lei da comunicação social e de radiodifusão.

“Coloca algum perigo ao exercício desta profissão, da liberdade de imprensa, porque há muitos aspetos lá que não são devidamente acolhidos pelo grosso dos profissionais de comunicação social”, comenta.

Já Coutinho Macanasse, jornalista da TV Sucesso, salienta que a polícia é um dos travões ao exercício das liberdades.

“A polícia serve apenas como máquina para oprimir e manter os desejos e vontades de quem governa. Este aspeto por si só contribui para que registemos a regressão dos direitos conquistados com a implantação do estado de direito democrático”, afirma.

Argunaldo Nhampossa aponta o dedo à polícia que, na marcha de homenagem ao rapper Azagaia, partiu para a violência, com a justificação de que alguma comunicação social instigou populares a pôr em causa a segurança do Estado.

“Justificou a repressão violenta contra cidadãos indefesos alegando a existência de indícios de golpe de Estado que no seu entender era movido pela imprensa e organizações da sociedade civil”, afirma.

Face a estas ameaças de silenciar a imprensa e vozes críticas ao Governo, o jornalista Jaime Inácio da Strong Live TV diz que a imprensa não pode desistir de fazer a sua parte.

“Precisamos de ser uma imprensa coesa, firme, que sabe o que está a fazer”, defende.

“É certo que de alguma maneira pode aparecer alguém a aproveitar-se desta quantidade de imprensa, mas acho que no nosso caso estamos a fazer o nosso trabalho e precisamos de continuar desta forma”, acrescentou.

Por Romeu da Silva