Angola
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Ministro aborda conjuntura macro-económica com agência financeira

A conjuntura macro-económica e o ambiente empresarial do país dominaram o encontro entre o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, e a directora-geral para as operações financeiras estruturadas da Agência Financeira de Desenvolvimento (DFC), Nancy Rivera.

O encontro de terça-feira, entre os dois responsáveis, serviu para analisarem a possibilidade dos Estados Unidos, através desta instituição financeira de desenvolvimento, participar no financiamento necessário para a operacionalização do Corredor do Lobito.

Uma nota de imprensa, do Ministério dos Transportes, que a ANGOP teve acesso, hoje, diz que Nancy Rivera tem como missão, em conjunto com a sua equipa e os stakeholders (partes interessadas) directamente relacionados com o Corredor do Lobito, fazer uma due diligence (devida diligência) ao quadro legal e regulamentar angolano.

“Esta análise da DFC tem, sobretudo, a ver com o interesse e a disponibilidade manifestada pelos Estados Unidos para investirem na operacionalização do Corredor do Lobito, projecto que considera estruturante para as economias dos três países que lhe dão corpo – Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia”, lê-se no documento.

Ricardo Viegas D’Abreu, citado pelo documento, revelou que durante a reunião fez questão de destacar “a importância e os efeitos já conseguidos no sector dos transportes, com as reformas operadas, designadamente com a criação dos adequados órgãos de regulação e supervisão, que contribuem para gerar a confiança do sector privado e de instituições financeiras como a DFC.

Acrescentou que as reformas permitiram “investir na melhoria das infra-estruturas, na manutenção e na segurança dos serviços de transporte e logística nacionais, que, por sua vez, se articulam com os países vizinhos, criando e diversificando a integração regional por que todos ansiamos”.

Segundo o ministro dos Transportes, a delegação chefiada por Nancy Rivera, fez questão de destacar “a qualidade e a transparência do processo que conduziu à adjudicação da operacionalização do Corredor do Lobito a um consórcio privado, constituído por três empresas sólidas, com capacidade técnica e financeira comprovada”.

De acordo com o mesmo, estes dois factores concorrerão certamente para que a DFC possa, com confiança e sustentabilidade, avançar para a concessão do financiamento que está em estudo.

A delegação da Agência Financeira de Desenvolvimento (DFC) prossegue, entretanto, os seus trabalhos, reunindo com os responsáveis dos órgãos de regulação e supervisão do sector dos transportes, e visitando a província de Benguela, onde terá encontros de trabalho com o governador e com os presidentes do Porto do Lobito e dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB).

A DFC é uma agência financeira de desenvolvimento que pertence ao Governo dos Estados Unidos e que financia projectos liderados pelo sector privado, em sectores cujo impacto na criação de riqueza, em países com baixos rendimentos, se prevê elevado, em termos de criação de bem-estar económico e social.

Recorde-se que o Executivo angolano, através do Ministério dos Transportes, e o consórcio constituído pelas empresas Trafigura Group Pte Ltd, Vecturis, SA, e Mota-Engil, Engenharia e Construção África, SA, assinaram a 4 de Novembro do ano passado o contrato de concessão do Corredor do Lobito.

Nos próximos 30 anos, este consórcio vai assumir a operação, a exploração e a manutenção do transporte ferroviário de mercadorias, assim como a manutenção de toda a infra-estrutura existente ao longo do Corredor.

O valor do prémio de assinatura desta concessão é de 100 milhões de dólares, valor em linha com o montante de outras concessões no sector dos transportes em Angola, tendo permitido diferenciar os concorrentes, com base na sua capacidade financeira, face à dimensão dos activos em causa.HEM/AC