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Nigéria/Eleições: Candidato da oposição apresenta recurso a vitória de Tinubu

De acordo com a imprensa local, citada pela agência espanhola de notícias, o candidato do PDP, Atiku Abubakar, que ficou em segundo lugar, com 29% dos votos, apresentou um recurso judicial segundo o qual a declaração de Tinubu como vencedor é “inválida por violar a Lei Eleitoral de 2022”.

O candidato vencedor “não foi devidamente eleito por uma maioria dos votos legalmente contabilizados” e “não estava qualificado para concorrer às eleições”, argumenta o candidato do PDP.

O recurso do segundo classificado nas eleições de 25 de Fevereiro junta-se assim a outro apresentado esta semana pelo concorrente que ficou em terceiro lugar, Peter Obi, do Partido Trabalhista (LP), que recebeu 25% dos votos, correspondentes a 6,1 milhões de votos.

Tanto Abubakar como Obi já tinham anunciado que iriam impugnar os resultados das eleições no país mais populoso da África subsaariana.

Na semana passada, o candidato vencedor, Tinubu, defendeu que ganhou numa eleição “justa e credível” e salientou que “não é altura para azedume e recriminação”, face a alegações de irregularidades por parte de vários candidatos da oposição.

Bola Tinubu advogou o direito dos outros candidatos a recorrerem à justiça, mostrando ao mesmo tempo o seu empenho em “trabalhar em benefício de toda a população, quer tenham votado ou não na sua candidatura”.

Se os recursos não forem validados pelo tribunal, Tinubu sucederá ao ainda Presidente, Muhammadu Buhari, no poder desde 2015, que não concorreu por ter esgotado os dois mandatos seguidos permitidos pela lei.

O presidente eleito, que governou o influente estado de Lagos entre 1999 a 2007, herda uma nação assolada por uma insegurança crescente nalgumas partes do país, com ataques constantes de grupos criminosos que sequestram civis para exigir resgates, de grupos terroristas e rebeldes independentistas.

No plano económico, o novo presidente terá de combater a desvalorização da moeda local, a naira, uma inflação cada vez maior e um desemprego crescente que desequilibram as contas do maior produtor de petróleo e maior economia da África subsaariana.

A eleição marca também a primeira vez desde o regresso do país ao governo civil em 1999, em que nenhum dos candidatos é um antigo líder militar, como foi o caso de Buhari, que liderou o país de Dezembro de 1983 a Agosto de 1985, após um golpe de Estado.