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Pelo menos 21 portugueses resgatados do Sudão

Pelo menos 21 portugueses foram resgatados este domingo do Sudão, onde um violento confronto aramado pelo poder entra agora na segunda semana.

O grupo fez parte de uma operação militar espanhola, que retirou daquele país africano uma centena de cidadãos estrangeiros, a maioria (30) espanhóis, mas também italianos, polacos e sul-americanos.

Foram algumas centenas de cidadãos europeus que conseguiram deixar o Sudão nos primeiros voos de retirada de cidadãos estrangeiros do país.

Os voos estão a aterrar na capital do Djibouti, de onde as pessoas partem para os respetivos países pu para outros locais seguros como o Chipre, no caso dos britânicos.

Já saíram cidadãos de várias nacionalidades em operações de ajuda mútua das autoridades francesas, britânica e norte-americanas.

O primeiro voo transportou cidadãos da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Suíça, bem como de nações africanas como a Etiópia e Marrocos.

O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, confirmou que os diplomatas britânicos e as suas famílias foram retirados do Sudão no que descreveu como condições “perigosas e precárias”.

“Estão ao cuidado das forças armadas britânicas, estão fora do espaço aéreo sudanês a caminho do Chipre e depois para o Reino Unido (…) Obviamente, não poderíamos ter feito isto sem o apoio dos franceses e dos Estados Unidos. Ajudámo-nos uns aos outros num planeamento conjunto”, disse.

As delegações estrangeiras tentam sair do país por todos os meios possíveis. Os cidadãos turcos estão a sair de autocarro, a partir da cidade de Vad Medeni, a sudeste de Cartum.

As forças de operações especiais dos EUA levaram a cabo uma evacuação precária da embaixada dos EUA no Sudão, no domingo. Os Estados Unidos fecharam a sua missão diplomática indefinidamente. Ficaram para trás milhares de cidadãos americanos. Funcionários norte-americanos disseram que seria demasiado perigoso levar a cabo uma operação de evacuação mais ampla.

As operações de evacuação prosseguem ao mesmo tempo que os combates, que vão no nono dia consecutivo.

Mais de 420 pessoas, incluindo 264 civis, foram mortas e mais de 3.700 ficaram feridas.

A luta pelo poder entre os militares sudaneses, liderados pelo General Abdel-Fattah Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (RSF), lideradas pelo General Mohammed Hamdan Dagalo, deu um duro golpe nas esperanças do Sudão de uma transição democrática.

Os generais rivais chegaram ao poder após uma revolta pró-democracia que levou à expulsão do antigo homem forte, Omar al-Bashir.

As batalhas entre dois comandantes sudaneses rivais forçaram o encerramento do principal aeroporto internacional e deixaram as estradas do país sob o controlo de combatentes armados.

Os combates no Sudão eclodiram a 15 de abril entre os dois comandantes que há 18 meses orquestraram conjuntamente um golpe militar para pressionarem a “transição da nação para a democracia”.

A luta pelo poder entre os dois chefes militares obriga milhões de sudaneses a ficarem fechados em casa.

A violência incluiu um ataque a uma escolta diplomática americana e numerosos incidentes em que diplomatas e trabalhadores humanitários estrangeiros foram mortos, feridos ou agredidos.