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Powell sinaliza para duas possíveis altas consecutivas dos juros nos EUA

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, disse, nesta quarta-feira (28), que a instituição está aberta a adotar duas altas consecutivas de suas taxas básicas de juros nos próximos meses para esfriar ainda mais a economia.

O Fed fez uma pausa em seu ciclo agressivo de ajuste monetário em sua última reunião, há duas semanas, após dez altas consecutivas, a fim de avaliar os efeitos destes aumentos na inflação.

Neste encontro, a maioria dos membros do Fed disse prever duas altas dos juros antes do fim do ano.

“Acreditamos que vêm novos ajustes”, afirmou Powell durante uma reunião de diretores de bancos centrais em Sintra, Portugal, nesta quarta. Ele também disse que não descarta altas consecutivas.

Powell reiterou que a política monetária do Fed exigirá mais tempo para ter efeito sobre a forte inflação e levá-la para a meta de 2%, adotada pela instituição.

“A política (monetária) não tem sido suficientemente restritiva por tempo suficiente”, acrescentou.

Em 14 de junho, o Fed decidiu manter os juros na faixa de 5%-5,25%, em sua primeira pausa nas altas desde março de 2022, após dez aumentos consecutivos.

A próxima reunião de política monetária do Fed ocorrerá nos dias 25 e 26 de julho.

A inflação se modera nos Estados Unidos, em um contexto de encarecimento do crédito, graças aos aumentos dos juros que visam, precisamente, a conter a demanda, que pressiona o aumento dos preços.

Os corretores preveem uma possibilidade de mais 80% de que o Fed decida aumentar seus juros em um quarto de ponto percentual em sua próxima reunião. Isso significaria uma taxa de juros na faixa de 5,25%-5,5%, a mais alta em 22 anos.