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Quénia precisa de reestruturação voluntária da dívida para evitar incumprimento, dizem economistas

O rebaixamento da cotação da dívida do Quénia pela Moody’s Investors Service destaca a necessidade de reestruturação voluntária da dívida para evitar o risco de incumprimento, dizem economistas.

A Moody’s rebaixou as classificações de emissor de longo prazo em moeda estrangeira e moeda local do Quénia de B2 para B3 e colocou as classificações em revisão para rebaixamento adicional, citando “um aumento nos riscos de liquidez do governo”. Anunciou o Africa Report.

A fraca demanda por títulos do governo significa que o governo ficou aquém da sua meta líquida de financiamento doméstico para o ano fiscal que termina em 30 de junho, disse a Moody’s.

O governo do presidente William Ruto planeja levantar 521 bilhões de xelins (US$ 3,8 bilhões), ou 3,2% do PIB, no ano fiscal de 2024. Isso será “desafiador” sem um aumento nos custos de empréstimos ou uma melhora na demanda dos investidores, diz a Moody’s. O país enfrenta um vencimento de US$ 2 bilhões em Eurobonds em junho de 2024 .

O Quénia precisa “chegar à mesa com os credores e encontrar uma forma de reestruturar a dívida”, disse Reginald Kadzutu, CEO da Amana Capital em Nairóbi,anunciou o Africa Report. Os custos do serviço da dívida agora consomem cerca de 70% de toda a receita arrecadada.