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Segunda noite consecutiva de tumultos em França

Esta quinta-feira, o Ministério Público pediu prisão preventiva para o polícia que disparou contra Nahel.

A polícia francesa deteve mais de 150 pessoas em todo o país depois de terem eclodido violentos protestos na sequência da morte de um jovem de 17 anos pela polícia.

Nahel morreu com um tiro no peito, disparado por um agente da polícia que lhe deu instruções para parar o seu veículo para um controlo, algo que Nahel recusou.

Em Nanterre, onde ocorreu o incidente, os manifestantes queimaram veículos e caixotes do lixo e a sede de uma empresa de gás teve de ser evacuada devido ao risco de explosão.

A polícia usou gás lacrimogéneo para tentar dispersar os manifestantes nas ruas, mas foi recebida com projéteis, fogo-de-artifício e até armamento pesado. Imagens que circulam nas redes sociais mostram granadas a serem usadas contra agentes da autoridade em alguns subúrbios.

A situação é muito tensa, e o ministro do Interior falou de “um ataque insuportável contra os símbolos da república”. O presidente francês apelou à calma para que a investigação possa ser conduzida. Mas foi convocada uma marcha, para esta quinta-feira à tarde, em Nanterre, pela família de Nahel. A mãe do jovem pediu uma revolta em nome do seu filho.

Por Anelise Borges