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Timor-Leste vai a eleições “com entusiasmo” e exigências por parte dos jovens

No dia 21 de Maio, um dia depois de celebrar o 21º aniversário da independência do país, Timor-Leste vai a votos para escolher os seus deputados e consequentemente o próximo Governo. Espera-se uma grande afluência às urnas e a continuação do duelo entre Xanana Gusmão e Mari Alkatiri.

No Domingo, em Timor, vão decorrer as eleições legislativas com 17 forças partidárias a concorrer e uma grande polarização entre o CNRT, Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor Leste, de Xanana Gusmão e a FRETILIN, Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente, de Mari Alkatiri, com provavelmente nenhuma destas forças a conseguir chegar à maioria absoluta, tendo assim de recorrer aos partidos mais pequenos de forma a constituir governo.

“O duelo já começou em 2006, depois da crise política e militar em Timor Leste. Nessa altura nasceu o CNRT, Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor Leste, de Xanana Gusmão que se tornou oposição da FRETILIN, nesse momento começaram a surgir as tensões políticas entre os dois partidos. Os outros partidos pequenos estão ao lado deles para ver se se conseguem coligar já que nenhum dos dois tem força para ganhar a maioria absoluta”, disse Eduardo Soares, director do jornal Diligente.

Em entrevista à RFI a partir de Díli, Eduardo Soares, director do jornal Diligente, afirmou que os eleitores estão divididos, mas com um grande entusiasmo para participar nas eleições onde pela primeira vez vão votar os jovens nascidos já com Timor-Leste independente.

“Quem vota no CNRT está revoltado coma governação do Governo actual e querem protestar. Querem esta rna campanha, fazer campanha. Nas últimas legislativas de cerca de 800 mil eleitores recenseados, votaram mais de 600 mil. Há muita participação política. O povo está muito entusiasmado”, declarou o jornalista.

Estas eleições são acompanhadas no terreno por mais de 250 observadores internacionais e vão levar às urnas cerca de 895 mil eleitores às urnas, entre eles muitos jovens. A emigração é algo que seduz actualmente os jovens timorenses, com muitos a reivindicarem melhores condições de vida, incluindo saúde e educação, tal como geração de empregos, de forma a construírem as suas vidas em Timor-Leste.

“Os jovens aqui querem que os líderes parem de utilizar as histórias do passado para justificar os erros de hoje. Os jovens de hoje querem um emprego, querem que o Governo desenvolva a educação para que eles possam viver. Nos últimos tempos, não havia esta preocupação do Governo então muito jovens querem sair do país para procurar uma boa vida. Muitos ficaram revoltados com os actos dos líderes aqui porque parece que estão numa oposição eterna que nunca defende o interesse comum e criar condições para as gerações vindouras”, concluiu.

Por Catarina Falcão