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Ucrânia perdeu 11 milhões de habitantes desde 2001

23 Janeiro de 2020 | 18h47 - Actualizado em 23 Janeiro de 2020 | 18h46

Ucrânia perdeu 11 milhões de habitantes desde 2001

Kiev - A Ucrânia perdeu mais de 11 milhões de habitantes desde o último censo de 2001 devido à imigração, à anexação da Crimeia e à guerra no leste do país, referem estimativas hoje divulgadas pelo governo local.

De acordo com os novos dados oficiais, cerca de 37,3 milhões de pessoas habitavam nos territórios controlados pelo or Kiev, que não incluem a Crimeia nem as zonas controladas pelos separatistas no leste, indicou o ministro sem pasta Dmytro Doubilet.

"Infelizmente, este número não inclui as pessoas que vivem em permanência no estrangeiro e nos territórios ocupados. É o número de pessoas que se encontram fisicamente na Ucrânia", precisou.

Segundo o relatório, existem 20 milhões de mulheres e cerca de 17 milhões de homens nas áreas abrangidas pelo censo.

O último recenseamento oficial foi realizado em 2001 e referia-se a uma população de 48,5 milhões de pessoas que habitavam nesta ex-república soviética.

Para além da perda de diversas regiões, o recuo populacional também se explica pela migração de ucranianos, referiu à agência noticiosa AFP Glib Vychlinsky, director do Centro de Estratégia Económica em Kiev.

Um estudo deste organismo indica que 6,3 milhões de ucranianos deixaram o país desde 2001, para além de se ter registado uma queda da natalidade, assinalou Vychlinsky.

Os destinos mais procurados pela vaga de emigração foram a Polónia e a Rússia, dois países vizinhos, segundo o estudo.

A Rússia anexou em Março de 2014 a península da Crimeia, que contava com cerca de dois milhões de habitantes.

O conflito armado iniciou neste período com os separatistas pró-russos nas regiões de Donetsk e Lugansk, onde a população contava-se em seis milhões de pessoas.

Uma parte destes territórios permanece controlada pelos separatistas, e o conflito armado implicou a deslocação de cerca de 1,5 milhões de pessoas para outras regiões, para além dos ucranianos locais que optaram por sair do país.