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A esquerda tucana e o álibi Bruno Covas, por Luis Nassif

É curiosa a movimentação da antiga esquerda do PSDB em direção a Bruno Covas. Esse grupo foi expelido do PSDB por João Dória Jr. Tentou se rearticular propondo uma frente ampla de esquerda, em eventos na PUC-SP. Trouxeram grandes figuras da esquerda nacional, encantadas pelo fascínio do TUCA. O PT foi duramente criticado por sua militância, por não ter aderido ao evento.

Agora, apoiam Covas. Sabem que Covas não tem futuro político, seja por questões de saúde, e por não ter dimensão nacional. Sabem, também, que ele é criatura de Dória. Então, qual a razão do apoio?

A razão é simples.

Dória surfou nas ondas do ódio e da polarização. Ficou marcado pelas intervenções agressivas nas redes sociais, com ataques raivosos contra qualquer crítica e expurgo total da esquerda do partido. Ficou tão marcado pelo discurso de ódio, que seu apoio tornou-se tóxico nas eleições paulistanas.

Agora, a nova onda é da não-polarização.

Monta-se, então, um jogo de cena curioso. A primeira frente de repaginamento de Dória é no combate ao Covid-19. Dória comporta-se como o comandante discreto, educado – a não ser nos arroubos contra Bolsonaro -, técnico. Nem parecia o sujeito que jogava flores no chão ou atacava de modo impiedoso Alberto Goldman, explorando sua condição de aposentado.

A segunda frente é Covas, o grande álibi tanto de Dória quanto da esquerda do partido. Para Dória, Covas representa a oportunidade de se apresentar como negociador.

A esquerda do partido – engrossada pela ex-prefeita Marta Suplicy – adere, então, a Covas, não para torná-lo uma estrela com luz própria, mas para permitir à ela, esquerda, recuperar espaço junto… ao próprio Dória. Ou seja, se Dória pretende se repaginar, que abra espaço, então, aos excluídos do partido.

Os eventos na PUC, visando recriar a tal frente de esquerdas, na verdade era apenas um estratagema para cacifar o grupo junto a Dória. Foi curioso ver as críticas de parte da militância do PT à não adesão do partido ao evento.

Aliás, é curioso que Covas tenha perdido na periferia da cidade. O grande trunfo de Marta Suplicy era, justamente, a periferia.

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