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A segunda onda II, por Gustavo Gollo

A segunda onda II

por Gustavo Gollo

Nesse momento, a segunda onda de covid-19 se avoluma na Europa, com picos superiores ao dobro dos atingidos na primeira leva. Paradoxalmente, no entanto, os óbitos são agora muito mais escassos, indicando uma letalidade muito inferior à anteriormente constatada.

A redução de 10 vezes na letalidade da doença exige explicação. Penso que as notícias alarmantes atiçadas pela OMS no início da infecção, com estimativas de mortalidade aterrorizantes, tenham induzido médicos precavidos, especialmente na Itália, a atribuir indevidamente a doença desconhecida como causa de muitas mortes, depois de um surto ocorrido em hospitais.

Sem saber com o quê estavam lidando, e em face da expectativa causada pela OMS e meios de comunicação, parecia cauteloso e sensato optar pela doença desconhecida como causa das mortes ocorridas na ocasião.

A decisão cautelosa atiçou os meios de comunicação ainda mais, reforçando a apreensão de médicos espanhóis, compelindo-os a assumir a mesma cautela que seus colegas italianos ante a doença desconhecida. A dinâmica se repetiu por toda a Europa, realimentando a si mesma.

As medidas drásticas impostas ao longo do continente – e logo, por todo o mundo –, para conter a pandemia aterrorizante produziram resultados, atenuando fortemente a curva de contágio por toda a Europa, reduzindo o número de novos casos a quantidades residuais, controláveis.

A suspensão das medidas abriu as portas para o retorno da infecção – muito mais intensa na segunda onda –, embora tão branda que praticamente irrelevante.

Na Alemanha ocorreram em média 6 óbitos entre 1645 casos notificados diariamente, nos últimos 7 dias, correspondendo a menos de 0,4% de letalidade entre os casos notificados. A estimativa conservadora de que um terço dos casos sejam notificados faz cair a letalidade a 0,1%. Se só um décimo chega a ser notificado a letalidade atinge valores apenas residuais, praticamente nulos. A constatação só causa surpresa em decorrência do pandemônio previamente instituído. Tais eram as expectativas antes disso.

Na Bélgica, recordista de óbitos durante a primeira onda, ocorreram 3 fatalidades entre 1057 casos diários, perfazendo 0,3% de letalidade entre as notificações.

Na Holanda, entre 1467 casos notificados em média nos últimos 7 dias houve 3 baixas, a metade da parcela de óbitos na Alemanha, derrubando a letalidade para 0,2% entre os casos notificados, indicando mortalidade real próxima a 0,02%.

Estarão todos os governos europeus em conluio para ocultar as mortes por covid? Ou todo o pandemônio terá sido fruto de um equívoco?, de cautela exagerada, reforçada pela ânsia por manchetes nos meios de comunicação?

Terror maior, espero que infundado, é que articuladores do pandemônio tratem de reverter a redução no número de mortes, em vista de sua revelação.

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