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"Bolsonaro é o Nero dos incêndios na Amazônia", diz ambientalista Felipe Milanez

Pesquisador compara presidente a imperador romano que entrou para a história como insano por mandar incendiar Roma

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Brasil de Fato - Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diz que seu governo é "líder em conservação de florestas tropicais" e culpa indígenas, imprensa e ONGs por queimadas, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que até o dia 26 de setembro deste ano já foram identificados 73.459 focos de calor só na Amazônia. Ou seja, 12% a mais do que o registrado em todo o ano passado, que já havia tido o pior resultado em mais de uma década. 

O maior aumento em 2020 é observado no Pantanal, onde foram detectados 16.667 focos. O número é mais que o triplo do balanço de 2019 (5.891). O cenário no Cerrado também choca: foram confirmados 42.921 mil focos de queimadas entre os meses de janeiro e setembro. 

Para o pesquisador em política e conflitos ambientais Felipe Milanez, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), nem os dados em torno da destruição dos biomas brasileiros dão a dimensão da “tragédia” que está em curso no país.

"É impressionante o que está acontecendo este ano. Os números não dão conta de explicar a dimensão da tragédia que está ocorrendo. Tanto visual e física, para quem está lá, e está e está voltando a ver esse apocalipse, quanto de quem não quer ouvir as críticas, e as ridicularizam. Bolsonaro riu da devastação no Pantanal, ele está promovendo aquilo", afirma.

Milanez acompanha a Amazônia, Pantanal e Cerrado há quase 20 anos, e alerta que, diferente do que o presidente afirma, que "as queimadas sempre aconteceram", agora a situação é "muito pior". Em sua avaliação, as queimadas e a devastação do meio ambiente estão abertamente autorizadas pelo governo federal.

O especialista compara Bolsonaro ao imperador romano Nero, conhecido por um dos episódios mais trágicos da história de Roma, na Itália, em que toda a cidade foi devastada por um incêndio durante uma semana. De acordo com alguns historiadores, o próprio tirano causou o incêndio para poder reconstruir a cidade ao seu gosto.

"A queimada agora pode se parecer com aquelas de 20 anos atrás, mas porque agora ela é abertamente promovida. Se no início dos anos 2000 tinha muito fogo, ao menos havia a tentativa de dar uma resposta. O que a gente tem agora é o governo incentivando, legitimando e autorizando o fogo. Bolsonaro é o Nero [imperador romano] dos incêndios da Amazônia. Em termos da dimensão da destruição, é muito pior, estão destruindo tudo", denuncia Milanez.

Leia a entrevista no Brasil de Fato.

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