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Centrais sindicais fecham acordo com Venezuela para garantir mais oxigênio a Manaus. Por Denise Assis

Reprodução

Originalmente publicado em JORNALISTAS PELA DEMOCRACIA

Por Denise Assis

O governo da Venezuela, de Nicolás Maduro, fechou acordo com o Fórum das Centrais Sindicais brasileiras – CUT, Força, UGT, CTB, CSB, NCST -, para otimizar e ampliar o fornecimento de oxigênio hospitalar a Manaus. Semanalmente serão enviados 80 mil metros cúbicos do insumo à capital do AM. As Centrais se comprometeram a fazer a captação, transporte e distribuição. O volume equivale a três dias de produção das fábricas venezuelanas.

A capital do Amazonas vive dias de horror – ultrapassando 50 mortes por asfixia – ante a falta do produto fundamental no tratamento da Covid-19, e enfrenta o mais dramático quadro da pandemia no Brasil, por falta desse insumo essencial aos pacientes internados com a doença. Os venezuelanos atribuíram o acordo à “colaboração e solidariedade de classe” (trabalhadora).

Com o acordo firmado, os presidentes das centrais declararam: “estamos mostrando como se faz a diplomacia dos trabalhadores”. O primeiro comboio com oxigênio organizado pelas centrais deve chegar ao Brasil na semana que vem e serão mobilizados todos os seus entes – estaduais, sindicatos, federações, confederações – bem como a IndustriAll Brasil, neste trabalho urgente que garantirá o envio de caminhões à Venezuela para a retirada do oxigênio a ser e distribuído em Manaus.

Conforme artigo publicado hoje, na página do informativo “Mundo Sindical”, a IndustriAll Brasil “é a reunião de entidades sindicais de trabalhadores da base industrial, filiadas à CUT – Central Única dos Trabalhadores e à Força Sindical -, que decidiram criar uma organização unitária. Essa iniciativa é inspirada na IndustriALL Global Union, organização mundial dos trabalhadores na indústria filiada à CSI – Central Sindical Internacional, da qual participam as duas Centrais”.

Ainda de acordo com o que consta no informativo, a IndustriALL Brasil “reúne as organizações sindicais dos ramos metalúrgicos, químicos, têxtil e vestuário, alimentação, construção civil e energia, que agregam a representação de 10 milhões de trabalhadores/as. A estratégia de implantação articulará a participação das demais entidades sindicais nesse projeto, ampliando o campo de unidade e a base de cooperação sindical, visando atingir os 18 milhões de trabalhadores/as que estão na base industrial no país”.

Os dirigentes das centrais também iniciaram ontem, (20/01) o contato com os governos estadual e local para articular e encaminhar essa cooperação, além de contactar também a iniciativa privada, especialmente o setor de transporte e autopeças. O objetivo é conseguir peças e insumos para garantir a escala da produção da fábrica de oxigênio e de caminhões. A Venezuela enfrenta embargo dos Estados Unidos e a falta de produtos, além de não ser reconhecida pelo governo Bolsonaro. “Lamento que o Brasil enfrente um boicote do seu próprio presidente da República. Nós sabemos bem o que é sofrer um boicote, mas aqui na Venezuela temos governo, temos um presidente que governa para o povo e pelo povo”, disse o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza.

O governo Maduro respondeu rapidamente ao chamado do Fórum das Centrais feito na semana passada. Foram duas reuniões seguidas: a primeira, política, realizada na noite de terça-feira (19/01), com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Arreaza, e a segunda, técnica, na manhã de ontem (20/01), com o vice-ministro Carlos Ron e Pedro Maldonado, presidente da Corporacion Venezoelana de Guayana, que produz o oxigênio.

A Venezuela já doou e entregou, com sua frota, mais de 130 mil metros cúbicos de oxigênio ao Brasil, a despeito de o governo Maduro não ser reconhecido pelo governo Bolsonaro, que apoia o boicote do governo americano, imposto ao país. “Sabemos da dificuldade pela qual o Brasil está passando e sabemos da importância da solidariedade entre trabalhadores. Nosso presidente Nicolás Maduro vem da luta sindical, por isso quis dar uma resposta imediata ao chamado das centrais brasileiras”, afirmou ontem, em reunião, o vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Carlos Ron. Os dirigentes sindicais brasileiros agradeceram e destacaram a importância desse acordo, que salvará vidas ante “um governo brasileiro genocida, incompetente, negacionista e omisso”. “Toda gratidão ao povo e ao governo venezuelano”, disseram.

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