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Com música e emoção, grupo homenageia profissionais em unidades de saúde de Salvador

Os trajes são conhecidos e quem os usa também. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nos hospitais e em diversos centros de saúde, quando se vê um homem todo trabalhado no verde-limão e outros dois com fardas de socorrista, os profissionais da linha de frente já sabem: Vagalume e seus amigos estão por aqui e vai ter homenagem. É que a presença dos três ali é sinônimo de afago para estes trabalhadores. O grupo leva música e palavras de conforto para quem trabalha em um ambiente que, na pandemia, é marcado pelo silêncio e a pressão.

Na segunda-feira(12), no entanto, eles foram além. Os profissionais que saíram para ouvi-los na UPA dos Barris receberam, de presente, chocolates de Vagalume - que, fora do personagem, é o ator Luis Lobo, 44 anos - e dos socorristas Adenilton Nascimento, 32, e Alexsandro Andrade, 43. Eles conseguiram arrecadar fundos para comprar 60 caixas de chocolate em campanha nas redes e pagar o cachê de dois músicos para a ação, que acontece por conta da Páscoa e vai correr unidades de saúde nos quatro cantos da capital baiana.

Momento para sorrir

E, se a reação dos profissionais ao redor da cidade for a mesma da galera dos Barris, vai faltar máscara para substituir as que ficaram encharcadas pelo choro de quem recebe a homenagem. Não faltou emoção. Marianna Vieira, 28, enfermeira, não conseguiu segurar o choro ao ver a homenagem. Para ela, a mensagem é fundamental em um momento de tanta exaustão. “É um carinho, um alento no coração. Tem dias que são sofridos, que perdemos várias vidas, nos colocamos no lugar dos familiares, é tudo tão difícil. E, do nada, uma surpresa como essa traz paz para o coração da gente. O reconhecimento do nosso esforço emociona, arrepia”, conta.

Marianna não conteve a emoção ao presenciar a homenagem do grupo (Foto: Paula Froés/CORREIO)

Quem também não conteve as lágrimas foi Indimara de Jesus, 57, copeira na UPA dos Barris há 17 anos e que agradeceu a visita de Vagalume e equipe. Na linha de frente, ajudando em tudo que é possível desde o começo da pandemia, ela confirmou a sensação de exaustão e o quanto o último ano tem sido complicado.  “Eu tô emocionada e sou muito feliz por estar aqui, ajudando com o que posso. Meu choro é pela homenagem e também pelas pessoas que se foram, tem sido um tempo de dor. Achei lindo demais fazerem isso porque, pra gente, que tá aqui vendo como tudo tem acontecido diariamente, a coisa tem sido muito dolorosa também e um sopro de carinho é muito bem-vindo”, declara.

Indimara foi outra que se emocionou com a iniciativa (Foto: Paula Froés/CORREIO)

Lais Alves, 32, é auxiliar administrativa na Upa dos Barris e também está na linha de frente desde que o vírus chegou. Na visão dela, o que a equipe de Vagalume faz é ainda mais precioso por convidar as pessoas que estão no local a olhá-los com mais empatia.  “Com certeza, ouvir esse tipo de manifestação nos conforta. Porque, as vezes, os pacientes não entendem o que estamos passando e a pressão que sofremos. Esse reconhecimento é muito importante porque não só homenageia como incentiva os pacientes a tentar entender, pelo menos, um pouquinho do que a gente vive todos os dias”, diz.

Como surgiu

Luis já atuava como Vagalume nos ônibus de Salvador e afirma que a iniciativa voluntária, que surgiu no seu último aniversário e já passou por dezenas de unidades em Salvador, tem o objetivo mesmo de valorizar o trabalho de quem tem dado a vida nas unidades e dar um incentivo para que os outros também fizessem o mesmo. “Eu tenho esse personagem que sempre anda nos ônibus levando reflexão, música e tive a ideia de sair com amigos para homenagear o pessoal na linha de frente para dar força e estímulo para eles que estão precisando demais e merecem. Quando a gente faz isso, damos um toque para que os outros façam o mesmo. Por isso, estamos realizando uma vez no mês. Hoje (segunda-feira), por conta da Páscoa, decidimos dar chocolates”, explica.

Vagalume quer homenagear profissionais na linha de frente e incentivar as pesssoas a fazer o mesmo (Foto: Paula Froés/CORREIO)

Justamente por isso que ele convocou Adenilton e Alessandro, que ajudam na logística para mobilizar doações e fazem do projeto algo possível. Além dos Barris, ainda ontem, o grupo visitou o 5° centro e a UPA de Brotas, mas decidiram inaugurar a ação dos chocolates pelo lugar que viram como o mais sobrecarregado em determinado período da pandemia. “Eu ligava a TV e via muita gente aqui, esperando atendimento, reclamando sem compreender o tamanho do esforço dos profissionais e a impossibilidade de atender tanta gente porque a saúde estava em colapso. Então, achamos que era o lugar certo para iniciar essa ação”, explica Luis.


*Sob supervisão da chefe de reportagem Perla Ribeiro

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