Brazil

Coronavírus: Em meio à abertura, seis Estados têm mais 80% das UTIs ocupadas

Atualmente, com exceção de Mato Grosso do Sul, todas as unidades da federação têm mais de 50% ocupação dos leitos para pacientes graves

Em meio a um cenário de abertura gradual do comércio, shoppings e retomada até de campeonatos de futebol, seis Estados brasileiros têm uma ocupação superior a 80% dos leitos de terapia intensiva para pacientes com o novo coronavírus (Covid-19).

Os dados, levantados pela reportagem junto aos governos estaduais, revelam um agravamento de cenário nos últimos dois meses. Das 27 unidades da federação, cinco tiveram uma redução percentual da ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para Covid-19 entre 17 de abril e 15 de junho.

A evolução também reflete uma diminuição das diferenças nos cenários dos estados. Atualmente, com exceção de Mato Grosso do Sul, todas as unidades da federação têm mais de 50% ocupação dos leitos para pacientes graves. Em abril, eram nove estados.

Nesta segunda-feira (15) Acre, Rondônia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte enfrentavam um cenário crítico, com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. Já estados como a Bahia, Mato Grosso e Sergipe aparecem em rota de crescimento na ocupação dos leitos, com possibilidade de colapso nas próximas semanas.

Estados que que já atingiram o colapso do sistema de saúde como Amazonas, Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro começam a ter um arrefecimento da pressão sobre os hospitais destinados ao tratamento do Covid-19.

O Acre é o estado em pior situação: 90% dos 48 leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estão ocupados e há apenas um leito disponível na capital. Na sequência, Pernambuco, Rondônia, Espirito Santo, Rio Grande do Norte e Ceará têm ocupações acima de 80%.

Um dos primeiros estados a reabrir parques e templos religiosos, Mato Grosso registrou um avanço significativo da ocupação de leitos. Na semana passada, o índice de ocupação era de 47%, número que saltou para 76% nesta segunda-feira. Ao todo, o estado possui 233 leitos para pacientes com Covid-19.

Diante da escalada dos casos, o governador Mauro Mendes (DEM) se reuniu com prefeitos para definir ações para conter o avanço do novo coronavírus. Em Cuiabá, foi adotado toque de recolher noturno.

A Bahia, que postergou o colapso com a abertura de leitos em hospitais de campanha, o número de leitos ocupados chegou a 74% nesta segunda. Na capital, este percentual já chega a 84%. A prefeitura ampliou medidas restritivas: um trecho de quatro quilômetros da orla foi fechado após ter aglomerações.

No interior, houve uma escalada de casos em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado com 600 mil habitantes, após a prefeitura flexibilizar as regras de isolamento e permitir a abertura até de um grande camelódromo. Nesta segunda, cerca de 80% das UTIs da cidade estavam ocupadas.

O estado de Sergipe segue a mesma tendência: a taxa de ocupação de UTIs públicas passou de 59% para 76% em uma semana. A rede privada colapsou: havia 83 pacientes para 72 leitos destinados ao tratamento da Covid-19. Como medida de contingenciamento, os pacientes foram colocados em leitos não-reservados para a doença.

O quadro se agrava também em Minas Gerais, que ultrapassou a marca de 500 mortes nesta terça. A taxa de ocupação de UTIs da rede pública, tanto para Covid-19 como para outras doenças, é de 73%. "Não é mais um número tão confortável", afirmou o governador Romeu Zema (Novo).

Com 23.683 novos casos e 319 mortes, o Distrito Federal também segue tendência de alta na ocupação dos leitos semanas após medidas de reabertura. Apesar de ter quadruplicado o número de leitos destinados à Covid-19 nos últimos dois meses, a ocupação é de 66%. Na semana passada, este percentual era de 54%.

São Paulo segue em um cenário de estabilidade, com uma taxa de ocupação de leitos de UTI de 70% no estado e em 77% na Grande São Paulo. O estado registrou pela primeira vez uma diminuição no número de novas mortes na semana.

Estados como Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Amazonas começam a ter uma menor pressão no sistema de saúde. Um dos primeiros a registrar um colapso na ocupação de leitos, o Ceará tinha nesta segunda-feira 80% dos leitos públicos de UTI com pacientes.

Na avaliação do governo do estado, o pico da pressão sobre o sistema de saúde aconteceu em maio. Neste período, o HGF (Hospital Geral de Fortaleza), maior hospital de alta complexidade do estado, chegou a internar cerca de 30 pacientes por dia com a Covid-19.

Salas de recuperação e pós-cirúrgicas tiveram que ser transformadas em leitos para pacientes graves. Sem a possibilidade de visitas, o hospital chegou a contatar diariamente as famílias de até 380 pacientes internados com Covid-19.

"A pandemia expôs a fragilidade do nosso sistema de saúde pública. Ficou clara a necessidade de uma comunicação mais efetiva com as famílias de uma maior empatia do corpo clínico", afirma o diretor do HGF, Daniel de Holanda Araújo.

O hospital, que chegou a ter 80% dos pacientes internados com a Covid-19, baixou esse patamar para 50%. Nesta segunda-feira, o HGF tinha 311 pacientes com a doença, sendo 63 em UTI. "O cenário é melhor, mas não dá para baixar a guarda, principalmente neste momento de reabertura ", diz Araújo.

Pernambuco vive um cenário semelhante. Nesta segunda, o estado registrou a menor taxa de ocupação de vagas de UTI desde o dia 10 de abril. De um total de 721 leitos da rede estadual, 87% estavam ocupados.

O pico da doença em Pernambuco, segundo as autoridades sanitárias, ocorreu na primeira quinzena de maio. A fila de espera por uma vaga de UTI, que chegou a ter 256 pacientes, A fila foi zerada no fim da primeira semana de junho.

Os números, contudo, mostram avanço da doença no interior. Por isso, algumas cidades, ficaram de fora da reabertura anunciada pelo governo do estado. "Tivemos um aumento de demanda por leitos de UTI no agreste e zona da Mata", explicou o governador Paulo Câmara (PSB).

No Amazonas, a queda no número de internados levou a prefeitura de Manaus a anunciar o fechamento do hospital de campanha municipal, gerido pela iniciativa privada, após dois meses de funcionamento. Já os hospitais estaduais podem passar a receber pacientes de Covid-19 vindos de Roraima, em negociação que envolve o Ministério da Saúde.

No estado do Pará, o número de internações diminuiu em Belém, mas algumas regiões do interior estão com leitos lotados. É o caso de Tucuruí (sudeste do estado), que determinou o fechamento do comércio não essencial nesta semana.

O Rio de Janeiro, que chegou a um colapso no início de maio, registrou a menor ocupação de UTIs desde o início da pandemia. Nesta segunda, a taxa estava em 64%, considerando as 567 vagas dos hospitais estaduais de referência para a Covid-19.

O estado começou a ver a situação se agravar no fim de abril, sem nenhum hospital de campanha pronto. Chegou a um ponto em que apenas um hospital tinha vagas disponíveis, no município de Volta Redonda, para onde eram enviados até pacientes da capital.

A fila por leitos de enfermaria e UTI, que acumulou mais de mil pacientes, agora tem apenas 73 pessoas. A maioria aguarda exames ou a atualização do quadro clínico para ser transferida.

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