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Nova edição do Restaurante Week aposta na regionalidade

 (crédito: Paulo Anderson/Studio Duka)

(crédito: Paulo Anderson/Studio Duka)

Lá se vão 12 anos de uma prática gastronômica que nem a pandemia interrompeu. Trata-se do Restaurant Week, evento nascido nos Estados Unidos, como o nome sugere, que está presente em mais de 15 cidades brasileiras, inclusive Brasília, onde a 24ª edição traz o tema Histórias do Cerrado. A ideia é “fazer com que os chefes de cozinha dos restaurantes participantes elaborem menus inéditos utilizando os frutos, vivências, histórias e mitos do cerrado para compor os pratos”, explica a Agência Mentha, responsável pela divulgação do festival, que começou na última sexta-feira (19/2) e vai até 14 de março.

Só que, dos 40 restaurantes participantes, apenas cinco levaram em conta a temática, que sugere o uso de produtos como baru, cagaita, buriti, cajá-manga, pequi e outros típicos da biodiversidade local, que boa parte do Brasil desconhece.

O quinteto que adotou ingredientes do cerrado na composição dos pratos é formado pelos restaurantes Bla’s, Contê, Nakombi, Nonna Augusta e Quitinete. Para o chef Gabriel Blas, que aposta na criatividade, a inspiração para o menu de almoço veio de uma espuma de pequi sobre terrine de frango, enquanto o pudim do vovô ganha cumaru na sobremesa. No jantar, a casa mantém a mesma entrada, mas o principal traz sobrecoxa de frango desossada com arroz de galinha, quiabo e espuma de pequi. Cajuzinho do cerrado acompanha o zabaione da sobremesa. Lá, o almoço sai por R$ 55 e o jantar, R$ 68.

Já o Contê se aprofundou mais na opção e oferece dois menus, um para o almoço e outro para o jantar. No primeiro, a entrada traz bolinho de galinhada sobre vinagrete de banana da terra e gel de buriti ou pastel de frango com guariroba e geleia de pequi. No principal, a escolha se dá entre risoto de rabada com crocante de ora-pro-nobis e gel de pequi e filé de peixe-branco com crosta de castanhas de baru, emulsão de coco e arroz cremoso de queijo curado. No jantar, há miniquiche com guariroba e couve mineira e sorvete de amendoim com calda de buriti e farelo de castanha. Almoço: R$ 46,90; jantar, R$ 58,90.

Integrado ao mundo

Especializado em gastronomia japonesa, o restaurante Nakombi conseguiu incorporar o cerrado mediante o cajuzinho no ceviche e gel de cagaita no hot roll de frutos do mar para começar, enquanto o principal vem com farofa de baru recheando lula. De sobremesa, panna cotta de gengibre, araticum e caramelo. Menu na mesma faixa do Bla’s: R$ 55 e R$ 68, respectivamente, almoço e jantar.

Uma leve pegada na regionalidade é o que fez o Quitinete Gourmet com a entrada de pasteizinhos de frango desfiado com polpa de pequi e molho de pimenta artesanal, enquanto a sobremesa traz pudim de maracujá do cerrado com aroma de flores. Exemplo no uso de frutos do cerrado na cozinha italiana quem deu foi o Nonna Augusta, do Guará, ao eleger o risoto de pequi, escoltado por medalhão de frango e tomate confitado, e o filé ao molho de buriti com talharim ao brie e parmesão, como principais de um cardápio que se encerra com semifredo de chocolate com café do cerrado, chantilly de doce de leite e farofa de castanha de baru. Ambos os restaurantes optaram pela primeira faixa de preço: R$ 46,90 e R$ 58,90.

Delivery

A exemplo do ano passado, você também poderá pedir em casa a comida do festival, que será entregue no sistema delivery. Vale para todas as três categorias de cardápio. A primeira faixa Restaurant Week estabelece R$ 46,90 para o almoço e R$ 58,90 para o jantar; a segunda categoria, denominada Plus, oferece almoço por R$ 55 e jantar por R$ 68 e a terceira categoria Premium: R$ 68 almoço e R$ 89 jantar. Os clientes podem ainda acrescentar R$ 1 por menu, valor arrecadado e doado à ONG Amigos da Vida, que assiste crianças portadoras do vírus HIV e constrói brinquedos em hospitais da rede pública do Distrito Federal.

Uma característica do festival é a sazonalidade na qual é realizado, sempre no período de férias — julho e fevereiro —, quando o mercado gastronômico está em baixa e o evento vem para dinamizar as vendas. Há uma enorme variedade de pratos de carnes, massas, frutos do mar, cereais, frutas e vegetais elaborados por chefs, que não mediram esforços para desenvolver receitas atraentes e apetitosas. Como o maranhense Orlando Dutra, 43 anos, chef do Doma Rooftop, onde se deu o lançamento do festival. Dutra, que já trabalhou no Oliver e Pobre Juan, usou camarões médios grelhados no molho de coco no cuscuz marroquino, servido na entrada, que tem por opção carpaccio. No principal, filé à fiorentina com fettuccinne disputa a preferência do cliente com salmão ao molho de maracujá e batatas rústicas.

Para mais informações e acesso ao menu dos restaurantes www.restaurantweek.com.br

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