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O que está por trás dos custos dos serviços médico-veterinários

Na última semana, o preço cobrado por médicos-veterinários gerou debate entre leigos e profissionais. Afinal, o que está por trás dos custos? Primeiramente, há dignidade e valor, premissas básicas do exercício profissional ético. O Código de Ética do médico-veterinário prevê em seu Art. 5º: “Defender a dignidade profissional, quer seja por remuneração condigna, por respeito à legislação vigente ou por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético profissional da Medicina Veterinária em relação ao seu aprimoramento científico”. 

O médico-veterinário é um profissional liberal e deve ser remunerado pelos serviços prestados. É livre para escolher os procedimentos de diagnóstico e tratamento que considere mais apropriado a cada caso. Direito assegurado pelo código de ética, em seu Art. 7º: “É direito do médico-veterinário (...) [inciso IV] prescrever tratamento que considere mais indicado, bem como utilizar recursos humanos e materiais que julgar necessário ao desempenho de suas atividades”.

  Os governos cobram inúmeras taxas, tornando as despesas fixas elevadas. Somadas ao custeio com as equipes de trabalhadores e seus impostos, equipamentos, contratos de manutenção e insumos. Os produtos de uso ético em animais de companhia chegam com custo elevado, obrigando o repasse. Cães e gatos são considerados membros da família e para se manter um animal com saúde os custos não são tão elevados. Basta investir no controle parasitário, vacinas, higiene, cuidados com a dentição e consultas periódicas. O governo valoriza tanto a companhia dos animais aos humanos, sendo inclusive uma terapia, mas não incentiva a redução de tarifas e nem aceita deduções de despesas com eles.

   No Brasil, não há política assistencial para animais nem incentivos fiscais para facilitar o acesso da população menos favorecida a serviços veterinários essenciais. Falamos em saúde única e não podemos tratar os animais como artigo de luxo. É comum ouvirmos que “tem animal quem pode pagar”. Não concordamos. Atendemos muita gente com menor poder aquisitivo que gasta o que pode para cuidar de seus pets. Somos sensíveis a essa situação, mas infelizmente não podemos ampliar esses atendimentos, sob o risco de falência. Os médicos-veterinários têm família, filhos, despesas  fixas, além dos elevados custos de manutenção do estabelecimento.

  Sabemos do potencial de geração de riqueza do mercado pet. Vamos exigir da classe política que facilitem o acesso da população carente aos serviços veterinários. Quem ama seu animal de estimação, respeita o profissional que dedica sua vida para cuidar dele. Valorize o médico-veterinário. Visite-o regularmente. #temosvalor #exigimosrespeito.

Ana Elisa Fernandes de Souza Almeida é presidente da Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia - SMVBA.  
José Eduardo Ungar de Sá é presidente da Comissão Estadual de Saúde Pública do Conselho Regional de Medicina Veterinária – CRMV/BA.

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