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Organizadora do 8/1 diz que militares não pediram desmonte de acampamento

Uma das principais lideranças dos atos golpistas do 8 de janeiro, Ana Priscila de Azevedo, disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa (CLDF), que bastava um “soldado raso” avisar que os manifestantes deveriam sair, que todos deixariam a mobilização.

Aos distritais, Ana Priscila preparou um texto para se defender das acusações de ser golpista. Ela reiterou que não é infiltrada da “esquerda”, e que compareceu apenas uma vez em frente ao QG, em Brasília — antes, ficou 11 dias no Comando Militar do Sudeste, em São Paulo.

“Jamais pensei que ao atender ao chamado de militares, poderia ser marcada e presa. Pois até então, era a instituição onde a população de patriotas depositava os maiores índices de aprovação. Afinal, os acampamentos ficaram tanto tempo e por todo o país, sem ninguém falar nada em sentido contrário, por isso ousamos pensar que éramos bem-vindos. Bastaria um soldado raso nos avisar que deveríamos sair, que teríamos ido embora”, disse.

“Ao contrário, vários foram os chamados para que fosse mantida a mobilização popular, em favor da manutenção da legalidade, da transparência e das eleições limpas. Sinceramente, acredito que assim pensaram os milhares de manifestantes, ninguém pensou que estivéssemos fazendo algo errado nos acampamentos”, completou Ana Priscila de Azevedo.

Foto

Sobre uma foto dela dentro do Palácio do Planalto durante a invasão do 8 de janeiro, Ana Priscila disse que ela não foi abordada por nenhum militar do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para ser detida. Ela revelou aos distritais que passou por um cordão de isolamento da Polícia Federal antes de deixar a Esplanada dos Ministérios.

Ela foi presa pela Polícia Federal em 10 de janeiro, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Ana Priscila se filmou durante a invasão, rindo e brincando com um companheiro sobre um carro da polícia estar sendo jogado em um dos espelhos d’água do Congresso Nacional.

A bolsonarista também era administradora de um grupo no Telegram, chamado de “A queda da Babilônia”, que contava com cerca de mais de 35 mil membros. Mesmo após os ataques, Ana Priscila seguiu com postagens em grupos de telegram. “Os caras armaram e colocaram tudo para cima de mim. Assassinaram minha reputação e não minha consciência", escreveu, na época.

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