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União das esquerdas: PT e PCdoB se unem em Olinda

Com histórico na disputa, PCdoB volta ao pleito deste ano com o ex-prefeito de Recife João Paulo (PCdoB), tendo como vice Vivian Farias (PT), vice-presidente da Fundação Perseu Abramo

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Brasil de Fato - Com histórico no município de Olinda (PE), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) se aliou ao PT este ano para  apresentar a candidatura de João Paulo (PCdoB), ex-prefeito do Recife, tendo como vice Vivian Farias (PT), vice-presidente da Fundação Perseu Abramo.

Além do  PCdoB e PT a coligação partidária para as eleições deste ano conta também com o PSB e o PP. Estes partidos, somados, conquistaram 55 mil votos para a Câmara Municipal em 2016.

Ainda pelo campo progressista o PDT se uniu ao PSOL na candidatura do advogado defensor dos direitos humanos Guto Santa Cruz (PDT), membro do Comitê Verdade e Justiça de Pernambuco. Seu vice é Samuel Herculano, militante do movimento negro e filiado ao PSOL.

Para a Câmara de Vereadores, em 2016, os dois partidos somados obtiveram 11 mil votos, mas não conseguiram eleger vereadores.

Pelo campo conservador, a candidatura do atual prefeito Lupércio Nascimento (Solidariedade) que interrompeu a sucessão de gestões do PCdoB no município em 2016, aglutinou a maioria dos partidos de direita no estado para o pleito deste ano.

A coligação do atual prefeito conta com 11 partidos. Além do Solidariedade, estão PSDB, DEM, PSC, PL, PSD, REP, PATRI, PODE, CD e PMB.  As siglas obtiveram na última eleição, somadas, mais de 60 mil votos para a Câmara de Vereadores.

Ainda pela direita, a aliança entre o PSL - partido que ajudou a eleger Jair Bolsonaro - e Pros, apresentou a candidatura do policial Jorge Federal (PSL), presidente da Câmara de Vereadores de Olinda, que terá como vice Gustavo Rosa (Pros).

 A chapa tem o apoio de Antônio Campos (PRTB), derrotado por Lupércio em 2016. Somados, os três partidos obtiveram 10 mil votos na última eleição para vereador, mas não elegeram ninguém.

Ainda pelo campo conservador foi confirmada a chapa puro sangue do MDB com a candidatura do engenheiro Celso Muniz, tendo como vice a também engenheira Patrícia Henry (MDB).

Histórico do PCdoB na disputa

Nas últimas duas décadas, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi dominante no município. No ano 2000 a então deputada estadual Luciana Santos (PCdoB) foi eleita prefeita, sendo reeleita em 2004 já no 1º turno. Ao deixar a prefeitura, Luciana fez seu sucessor Renildo Calheiros (PCdoB), que venceu as eleições (2008 e 2012) ambas no 1º turno.

Em 2016, vislumbrando um cenário difícil para o partido, que não queria perder sua única prefeitura no estado, o PCdoB lançou novamente Luciana Santos. Mas desta vez o bloco não conseguiu formar unidade. No campo progressista também saíram candidatos a deputada estadual Teresa Leitão (PT), Jesualdo (PSOL) e Antônio Campos (então no PSB, numa ala à direita no partido).

Luciana acabou em 4º lugar, com 33 mil votos (16,6%); enquanto Teresa ficou em 5º, com 12 mil (6%). Foram para o segundo turno Antônio Campos (PSB), com 28% e Lupércio (SD), com 23,4%. Este último acabaria eleito.

Olinda

Fundada há quase 500 anos, a cidade de Olinda, “cidade-irmã” do Recife, está localizada apenas seis quilômetros ao norte da capital. A região que durante séculos foi ocupada pelos indígenas Caetés tem hoje a 3ª maior população de Pernambuco, com 393 mil habitantes, divididos em 40 bairros.

O município tem elevado adensamento populacional, com mais de nove mil pessoas por quilômetro quadrado. Famosa por realizar o maior carnaval de rua do país nos bairros do centro histórico, Olinda também é reconhecida por sua intensa vida cultural e grande quantidade de centros religiosos, tanto de religiões de matriz africana, quanto de igrejas cristãs.

O Produto Interno Bruto (PIB) do município, no entanto, é de R$ 5,4 bilhões, é apenas o 8º entre os municípios do estado. No início dos anos 1900 o município reunia algumas das principais indústrias do estado, mas em 1935 a cidade foi dividida, com emancipação de Paulista, que ficou com os bairros que concentravam indústrias.

Hoje mais de 70% da economia de Olinda é movimentada pelo setor de comércio e serviços. Há quem considere Olinda uma “cidade-dormitório”, por boa parte da população trabalhar no Recife ou em Paulista. 

Conheça as candidaturas que disputam a prefeitura de Olinda este ano:

João Paulo (PCdoB)

João Paulo foi vereador e prefeito do Recife (2001-08), deputado federal e estadual; / Roberto Soares/ALEPE

Olindense, mudou-se para o Recife ainda jovem e, durante a ditadura militar, atuou em grupos de juventude católica de esquerda, como a Juventude Operária Católica (JOC) e Ação Católica Operária (ACO). Foi aluno de Paulo Freire, trabalhou anos como metalúrgico, foi líder sindical na categoria e vinculado ao Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Após a redemocratização, foi o primeiro presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Pernambuco, e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT). Pelo PT, João Paulo foi vereador do Recife, deputado estadual, prefeito por dois mandatos (2001-2008) e deputado federal. Em 2018 migrou para o PCdoB. Ele é graduado em economia. 

Lupércio Nascimento (Solidariedade)

Lupércio foi vereador por dois mandatos, deputado estadual e é prefeito desde 2016 / Ascom PMO

Durante seus anos como estudante de Matemática, presidiu o Diretório Central de Estudantes da instituição em que estudou, a Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso).  Professor na rede pública estadual, ficou conhecido como “Professor Lupércio” e, por sua atuação no bairro e junto a comunidades terapêuticas de cunho religioso, foi eleito vereador de Olinda em 2008, sendo reeleito como o mais votado em 2012.

Em 2014 obteve sucesso já em sua primeira disputa para deputado estadual, com 24,7 mil votos, conquistando a 47ª vaga (entre 49 deputados). Dois anos depois, em 2016, se candidatou à Prefeitura de Olinda.

No 1º turno obteve 46,5 mil votos (23,4%). No 2º turno mais que duplicou sua votação, chegando aos 120 mil (57%). Seu atual vice, Márcio Botelho (SD), segue na chapa para a reeleição.

Celso Muniz (MDB)

O empresário passou a investir em Olinda em 1996 e duas décadas depois construiu seu shopping center, que é mote de campanha. / Reprodução

Formado em engenharia e filho de empresários, antes de se formar na faculdade, Celso já era sócio na empresa de seus pais. Em 1996 passou a investir em Olinda e duas décadas depois, em 2018, construiu seu shopping center na cidade, o Patteo Olinda.

Também em 2018 integrou a coordenação da campanha de Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo dde Pernambuco, mas foi derrotado ainda no 1º turno. Sua vice é Patrícia Henry (MDB), também engenheira e da família do deputado federal Raul Henry (MDB).

Há quatro anos o MDB obteve 13,5 mil votos para a Câmara de Vereadores, elegendo dois parlamentares, enquanto o PTB sequer participou do pleito.  A candidatura é apoiada pela família Urquiza, da ex-prefeita Jacilda Urquiza (1997-2000) e da filha Isabel Urquiza, que foi candidata a prefeita em 2012 e 2016.

Guto Santa Cruz (PDT)

Advogado e militante dos Direitos Humanos, Guto é membro de comitê que busca Justiça para as vítimas da ditadura militar / Divulgação

Militante em defesa dos direitos humanos, o advogado Guto Santa Cruz (PDT) é de uma família de juristas e defensores dos Direitos Humanos, a exemplo de Marcelo Santa Cruz (PT), do desaparecido político Fernando Santa Cruz, vítima da ditadura militar; e Felipe Santa Cruz, primo de Guto e atual presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Guto Santa Cruz é membro do Comitê Verdade e Justiça de Pernambuco, que busca informações sobre vítimas e desaparecidos políticos da ditadura, além de punição para os envolvidos em atos de tortura e assassinato associados ao regime militar.

Jorge Federal (PSL)

Jorge Federal se candidatou em cinco eleições e todas as vezes por partidos diferentes; / Reprodução

O policial federal Jorge Salustiano de Sousa, conhecido na política como Jorge Federal, se candidatou pela primeira vez ao cargo de vereador em 2004, pelo PV, mas não foi eleito. No pleito seguinte, em 2008, foi eleito pelo PMN com 2,5 mil votos.

Em 2008, em seu terceiro partido pelo PSD, fez 2,8 mil votos e foi reeleito. Teve uma candidatura derrotada para deputado estadual (desta vez pelo SD), quando alcançou 2,3 mil votos, mas foi novamente reeleito vereador em 2016 (agora pelo PL), com 2,6 mil votos, ficando com a 11ª das 16 vagas na Câmara Municipal.

Ele se candidatou em cinco eleições e todas as vezes por partidos diferentes. Agora, em sua sexta eleição e sexto partido, disputará a prefeitura pelo PSL. No atual mandato como vereador, compõe a mesa diretora da Câmara.

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