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Charlottesville inspirou Biden. Agora, habitantes pedem responsabilização

A marcha da supremacia branca em Charlottesville, nos Estados Unidos, em agosto de 2017, e que contou com a presença de neonazis e de milícias da extrema-direita, deixou uma ferida que permanece aberta na cidade do estado da Virgínia. Não é para menos.

Confrontos entre supremacistas brancos e contramanifestantes culminaram na morte de uma pessoa. Um desses supremacistas atropelou várias pessoas e matou uma delas, Heather Heyer.

Desde então, os habitantes referem-se a esse verão de 2017 como o ‘Verão do Ódio’.

Charlottesville serviu de inspiração à corrida, bem sucedida, de Joe Biden à Casa Branca, no que definiu ser uma “batalha pela alma desta nação”. Foram recorrentes as referências a Charlottesville durante a sua campanha.

Um dia após Joe Biden ter tomado posse como presidente dos Estados Unidos – sucedendo a Donald Trump, cuja presidência serviu de combustível à ascensão de grupos da supremacia branca e de milícias da extrema-direita – continua a ecoar a mensagem mais forte do primeiro discurso de Biden no cargo: o apelo, constante, à união.

Mas, segundo o The New York Times, para os habitantes de Charlottesville esse apelo à unidade nacional requer responsabilização primeiro. Susan Bro, a mãe de Heather Heyer, disse que para sarar as feridas é necessário responsabilizar os culpados. A unidade deve seguir-se à justiça.

“Vejam as lições aprendidas com Charlottesville. A precipitação para nos abraçarmos uns aos outros e cantar o ‘Kumbaya’ não é uma estratégia eficiente”. Para Susan Bro, como para muitos residentes de Charlottesville, a invasão do Capitólio e a forma como Trump o geriu foi familiar.

O Times falou com vários ativistas, grupos de direitos civis e líderes religiosos, que pedem a Biden e ao Partido Democrata para irem além do objetivo da unidade, e dar prioridade ao sentido de justiça.

“Unidade não é uniformidade, e não pode haver unidade sem responsabilização. É muito difícil haver união entre as pessoas se não houver uma compressão comum de verdade e de justiça. Sem isso, estamos a falar linguagens completamente diferentes”, frisou o reverendo Phil Woodson, pastor da First Methodist United Church.

Estes habitantes de Charlottesville desafiam a ideia de que o ataque no Capitólio foi um incidente isolado, mas sim o rastilho mais recente na longa dura pelos direitos civis nos Estados Unidos. E não apontam apenas o dedo a Trump, mas também ao partido que o apoiou.

“Temos um grande partido político que, uma grande franja sua, apoia práticas que não são democráticas, a supressão dos votos e mimam estas teorias da conspiração. Portanto, sarar? Unir? Não é possível fazer isso com pessoas que não aderem a princípios democráticos básicos”, defende Jalane Schmidt, ativista e professora na Universidade de Virgínia.

A batalha de Biden “pela alma da nação” americana está ainda no início.

Leia Também: "Para restaurar a alma dos EUA precisamos do que é mais elusivo: unidade"

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