Portugal

Como a descarbonização e a digitalização estão a mudar as infraestruturas

A pandemia veio mudar a forma como vivemos e ocupamos os espaços, mas a grande revolução na nossa forma de estar começou muito antes, com a digitalização e a descarbonização da economia e da sociedade no geral. Os primeiros impactos foram onde ninguém vê, mas todos sentem, nas infraestruturas. Ou seja, nas redes de eletricidade, gás, água, internet ou telefone; nos equipamentos de ar condicionado ou nas janelas dos edifícios; no sistema de iluminação de um hospital ou nas fábricas que produzem o papel onde limpamos o nariz.

É, precisamente, esta grande transformação digital e energética que está a ocorrer nos edifícios e nas redes que será o centro de uma conferência que a Siemens e o Expresso organizam esta sexta-feira, 14 de maio, e onde serão apresentados alguns exemplos dessa transformação que alia os processos de digitalização e de descarbonização. É que para se ser mais eficiente e reduzir as emissões de carbono é preciso recorrer, cada vez mais, à tecnologia e inteligência artificial e, neste caso específico, às redes inteligentes.

O hospital da Luz, em Lisboa, é um caso desses. Logo antes de ser construído, já havia a ideia de que teria de ser um edifício inteligente e integrado e, consequentemente, mais eficiente. Por outras palavras, que gastasse menos energia e emitisse menos carbono. Além da já normal iluminação LED houve, por exemplo, uma preocupação com as instalações de ar condicionado e com a intensidade da luz no interior do edifício. Tudo isto integrado num grande sistema inteligente, que permite ter uma manutenção preditiva e atuar antes de acontecer um problema Dessa forma, evitam-se momentos de indisponibilidade que depois causam ineficiências e perdas de dinheiro.

“Se usamos tecnologia para ver o corpo dos doentes também o podemos fazer com os edifícios”, diz ao Expresso o administrador da Luz Saúde, Ivo Antão

A The Navigator Company (empresa de fabrico de papel) é outro caso que será apresentado nesta conferência, bem como a E-Redes, a antiga EDP Distribuição e operadora da rede elétrica de baixa e média tensão em Portugal. Ou seja, a empresa que gere as redes que levam a eletricidade às casas, às lojas, restaurantes ou fábricas. Estas duas entidades têm investido na digitalização e na descarbonização e, consequentemente, na conjugação das duas. Por exemplo, a E-Redes consegue, há já alguns anos, reparar avarias de forma remota, sem ter que se deslocar ao local, como resultado do investimento nas redes inteligentes. E a The Navigator Company anunciou, em março deste ano, a instalação da quarta central solar fotovoltaica no complexo industrial da Figueira da Foz, envolvida numa aposta concertada nos edifícios inteligentes. Estes, segundo dados da Siemens, não só “consomem entre 25 a 45% menos energia que os edifícios passivos”, como se adaptam mais facilmente a mudanças nos serviços e no tipo de ocupação, além de significarem reduções no consumo e nos custos com energia, com impacto positivo nas emissões de carbono.

é o tempo que passamos dentro de edifícios, segundo dados da Siemens

Contudo, apesar das boas práticas que já existem - e Portugal é um claro exemplo disso - ainda há muito a fazer. De acordo com informações da empresa alemã, a nível global, “até 50% da energia consumida nos edifícios e infraestruturas associadas é utilizada de forma ineficiente” e, parte disso, é devido à iluminação e aos sistemas de ar condicionado. “Cerca de 95% das redes de distribuição de energia ainda não são consideradas inteligentes” e têm de o ser. Sobretudo, porque “os sistemas de energia estão cada vez mais complexos como consequência da maior integração de geração descentralizada e do número crescente de veículos elétricos em circulação”.

O que é?

É o nome da conferência que a Siemens e o Express organizam e que terá como tema a descarbonização e a transformação digital e energética dos edifícios e das redes de abastecimento e de serviços.

Quando, onde e a que horas?

Dia 14 de maio, sexta-feira, das 09h30 às 12h no edifício da Impresa, em Paço de Arcos, com repetição no dia 18 de maio, terça-feira, às 10h30, no Facebook do Expresso.

Quem são os oradores?

  • Pedro Miranda, CEO, Siemens Portugal
  • João Galamba, secretário de Estado da Energia
  • Markus Mildner, responsável mundial de vendas da Siemens Smart Infrastructure
  • Ângelo Sarmento, vogal do Conselho de Administração da E-Redes
  • Frederico Pisco, corporate energy manager da The Navigator Company
  • Ivo Antão, administrador da Luz Saúde
  • Fernando Silva, responsável pela Smart Infrastructure da Siemens Portugal
  • Michael Weinhold, chief technological officer da Siemens Smart Infrastructure
  • João Gouveia, Nelson Faria e João Rosa Dias da Smart Infrastructure da Siemens Portugal

Porque é que este tema e este debate são centrais?

Globalmente, os edifícios são responsáveis por mais de 42% das emissões de carbono e de consumos energéticos, uma percentagem que os grandes decisores políticos e empresariais terão de reduzir em prol do processo de descarbonização do planeta.

Como posso ver?

Pode assistir remotamente, no dia 18 de maio, terça-feira, das 10h30 às 13h no Facebook do Expresso, AQUI

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