Portugal

Costa afasta remodelação e crise política. E recomenda calma ao PS de Lisboa com Moedas ("a vontade dos lisboetas foi de mudar")

Na primeira iniciativa com gravata depois das autárquicas, António Costa - de gravata posta - afastou de novo a ideia de uma remodelação: "Pensei que a questão da remodelação estivesse esclarecida desde julho: não está nenhuma remodelação prevista, a única que estava aqui em causa era a remodelação dos autarcas em que os eleitores não renovaram a sua confiança".

As autárquicas marcam uma meia derrota para o PS, perdendo Lisboa e vendo diminuir a vantagem que tinha para o PSD. Mas Costa olha para o copo meio cheio: "O PS continua a ser o maior partido nas câmaras, nas freguesias. Há quatro anos foi 4-0, agora foi 3-0, mas é assim". E pelo meio da conversa com os jornalistas, deixou um conselho de calma aos socialistas para gerir a maioria de esquerda com cuidado na Câmara que, agora, é de Carlos Moedas: "A fase em que me cabia fazer campanha já terminou, agora é a fase de todos aceitarmos os resultados, no caso de Lisboa ganhou o eng. Carlos Moedas. É a chamada alternância democrática, é normal", disse António Costa, depois de questionado se o PS devia ou não obstaculizar a nova presidência de direita na capital". E acrescentou: "A vontade dos lisboetas foi de mudar".

Costa não quis falar de sondagens ("são um debate para as empresas de sondagens"), mas reconheceu que "houve pessoas que mudaram a sua opinião" e que, no fim, a vontade dos eleitores deve prevalecer. Mas admitiu a surpresa: "Claro que sim, creio que toda a gente ficou surpreendida".

Quanto ao Governo, business as usual: "Até agora nenhum dos parceiros estabeleceu uma relação entre as autárquicas e o processo orçamental. Na própria noite de domingo, o secretário-geral do PCP disse-o", lembrou Costa, vincando que "o processo do debate do OE tem de ter um objetivo, que é dar continuidade à melhoria de rendimentos das famílias, ter mais e melhor emprego, ter uma trajetória de crescimento" e "não perder tempo na execução do PRR".

Depois citou Marcelo: "Como disse ontem o Presidente, não é só repor o que perdemos nesta crise, temos a estrita obrigação de ir mais além. Temos o plano 2030, o PRR. As novas gerações exigem que façamos mais e melhor".

Aliás, Costa citou Marcelo outra vez: "O cenário de crise política não faz sentido. O desejo do PR é partilhado por mim e por a maioria dos portugueses. Mas quem é que deseja crises políticas num momento em que o país está a sair da maior crise económica e sanitária. É trabalharmos para entregarmos um bom OE no dia 11".

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