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Emigração reduz população na Venezuela para 28,4 milhões

A emigração forçada reduziu para 28,4 milhões a população da Venezuela, país que passou a ser o mais pobre da região e tão pobre como algumas nações de África, segundo um estudo de três universidades venezuelanas divulgado hoje em Caracas.

"Estima-se que a população na Venezuela seja de 28,4 milhões, ao contrário da previsão oficial de 32 milhões", refere a Sondagem Sobre Condições de Vida na Venezuela (Encovi 2019-2020), realizada em conjunto pela Universidade Católica Andrés Bello, Universidade Central da Venezuela e Universidade Simón Bolívar.

"A migração forçada, maciça, que ocorreu nos últimos cinco anos, mudou o processo de transição demográfica e tem tido um forte impacto no volume e na composição da população. Contabiliza-se em cinco milhões os venezuelanos dispersos pelo mundo", explica.

Durante a apresentação do estudo, a coordenadora do projecto Encovi, Anitza Freitez, explicou que 19% (1.616.000) dos lares venezuelanos (quase um em cada cinco) viram emigrar pelo menos um dos seus elementos, principalmente jovens que, entre 2014 e 2019, fugiram da crise.

Em 48% dos casos, tratou-se de jovens entre 15 e 29 anos, estando a aumentar a percentagem de cidadãos com mais de 30 anos que deixam o país, segundo o documento.

Por outro lado, 2,3 milhões dos venezuelanos que emigraram refugiaram-se, nos últimos três anos, em países da região, entre eles a Colômbia, Peru, Chile, Equador, Brasil e Argentina. Em menor número foram os venezuelanos que emigraram para os Estados Unidos e para a Europa, principalmente para a Espanha.

"Quase um milhão de venezuelanos deixaram o país, em cada ano, entre 2017 e 2019", explica o estudo, precisando que o principal motivo foi a procura de trabalho e que "esta migração acelerou o processo de envelhecimento da população".

Segundo o documento, "os níveis de pobreza e desigualdade" colocaram a Venezuela "em posições inimagináveis ??no passado no contexto da América Latina e do mundo".

"A Venezuela afastou-se consideravelmente de seus pares da América do Sul, aproximando-se da situação de alguns países do continente africano", sustenta o estudo, frisando que 79,3% dos venezuelanos não têm como comprar o cabaz básico alimentar.

"A intensidade da pobreza continuou a sua tendência crescente. Através da linha de pobreza verifica-se que 96% das famílias estão na pobreza e 79% na pobreza extrema. Se se adopta o método multidimensional, que inclui, além da renda, variáveis relacionadas com o emprego, educação, condições de habitação e serviços públicos, estima-se que 65% dos domicílios estão em situação da pobreza", observa.

Segundo a sondagem, "uma em cada quatro famílias" apresenta insegurança alimentar grave, com 21% das crianças com menos de 5 anos em risco de desnutrição e 8% desnutridas.

O estudo revela que, "devido às restrições de mobilização, o desemprego aumentou 6,9%" durante a pandemia da covid-19, sublinhando que as famílias precisam de mais ajudas governamentais e que 70% dos lares sentiram o impacto do aumento dos preços dos alimentos.

"Quarenta e três por cento dos lares do país registaram impossibilidade de trabalhar ou perda de rendimentos. Com os números de infectados a aumentar e com um previsível aumento das mortes por covid-19, não há como saber o tamanho da crise sanitária que se aproxima", adianta o documento.

Para o estudo foram realizadas quase 17.000 entrevistas entre novembro de 2019 e março de 2020, mês em que a Venezuela declarou a quarentena preventiva devido à covid-19.

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