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Etiópia está a investigar "alegações credíveis de atrocidades" em Tigray

A Comissão de Direitos Humanos etíope (EHRC, na sigla em inglês), constituída pelo Governo, está a investigar alegações relativas a Axum e a outros locais, e "sinalizou a sua vontade de colaborar com agências relevantes das Nações Unidas", indicou o gabinete do primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, numa declaração hoje divulgada.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou na semana passada que o seu gabinete está pronto a apoiar o EHRC, se for concedido aos seus monitores o acesso à região de Tigray.

A comunicação social internacional também tem pressionado Adis Abeba para que lhe seja autorizado o acesso a Tigray, mas nos últimos dias vários jornalistas etíopes a trabalhar com meios de comunicação social estrangeiros foram detidos, pouco tempo depois de serem autorizados a entrar naquele estado etíope. Mais tarde, foram libertados.

A declaração do gabinete de Abiy Ahmed, Prémio Nobel da Paz em 2019, diz expressamente que as forças de defesa etíopes "garantirão a segurança" dos jornalistas nas áreas de Tigray sob o controlo das forças federais, e que quaisquer jornalistas que deixem essas áreas "não serão impedidos de circular, mas fá-lo-ão por sua própria conta e risco".

A declaração chega dias depois de a Etiópia se ter referido às mortes em Axum como um "alegado incidente", e de o embaixador do país na Bélgica ter dito num 'webinar' que Adis Abeba "suspeita" de que essa "é uma ideia muito, muito louca".

Um número crescente de reportagens dos meios de comunicação e organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos, têm vindo a documentar massacres em várias localidades no estado etíope de Tigray, no norte do país, citando relatos de testemunhas, à medida que cresce o alarme sobre o destino dos 6 milhões de pessoas da região.

A pressão internacional cresce sobre o segundo país mais populoso de África para que permita a realização de investigações independentes sobre alegadas atrocidades cometidas durante o conflito que começou em 04 de novembro entre as forças federais etíopes e suas aliadas e as forças estaduais, leais aos agora fugitivos líderes de Tigray, quadros eleitos da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF, na sigla em inglês), partido que dominou durante décadas o Governo da Etiópia, antes da tomada de posse de Abiy em 2018.

Entre as forças aliadas do Exército federal etíope estão as forças armadas da vizinha Eritreia, um dos países mais secretos do mundo e inimigo há décadas dos antigos líderes do Tigray.

O Governo da Etiópia tem negado até agora a presença das forças eritreias no seu território, não obstante alguns dos líderes interinos nomeados por Adis Abeba para o novo governo em Tigray o tenham reconhecido e várias testemunhas tenham descrito matanças e pilhagens levadas a cabo por soldados eritreus.

Os Estados Unidos da América (EUA) têm apelado repetidamente para que as forças eritreias deixem o estado de Tigray imediatamente. Na declaração até agora mais contundente, o secretário de Estado Antony Blinken disse no passado fim-de-semana que os EUA estão "gravemente preocupados com as atrocidades relatadas e com deterioração da situação global".

O massacre em Axum no final de novembro pode ter sido o mais mortífero do conflito do Tigray, segundo o relato separado da Amnistia Internacional e da agência Associated Press (AP), que citam testemunhas segundo as quais as forças eritreias terão matado várias centenas de pessoas.

A AP falou com um diácono de uma igreja local de Axum, que disse ter ajudado a contar os corpos, recolhido os bilhetes de identidade das vítimas e ajudado com os enterros. Essa fonte acredita que cerca de 800 pessoas foram mortas num fim de semana em toda a cidade.

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