Portugal

Festivais Gil Vicente de teatro levam a palco a "vitalidade" nacional

Em comunicado enviado à Lusa, a Oficina explica que o festival, a decorrer de 07 a 16 de junho, "percorre um intenso caminho pela criação teatral nacional" levando a cena "futuro e incerteza, amor e crise, real e absurdo, memória e identidade, medo e desejo, imaginação e revolução".

Os festivais começam quinta-feira, com 'Pulmões', de Luís Araújo, "a história de uma conversa: um casal na casa dos trinta, M e W, durante uma ida ao Ikea, discute a possibilidade de ter um filho e do impacto que isso terá neles e no planeta", levada a palco pela companhia Ao Cabo Teatro.

No segundo dia do festival, acontece a primeira estreia, a cargo do Teatro Oficina, 'Retábulos', uma peça em que a "cidade é a grande protagonista", em mais um "projeto intensamente participativo da companhia de teatro de Guimarães", com o elenco escolhido entre os alunos das Oficinas do Teatro Oficina, pessoas dos 8 aos 64 anos que, desde outubro de 2017, decidiram durante o seu dia-a-dia fazer teatro.

A primeira semana do festival termina com 'Se Eu Vivesse Tu Morrias' (9 de junho), Prémio SPA 2017 para Melhor Texto Português Representado, um espetáculo de Miguel Castro Caldas & Lígia Soares, Miguel Loureiro e Tiago Barbosa, Filipe Pinto, Gonçalo Alegria e Salomé Marques, uma obra que explora um dos limites do teatro: o texto, que é entregue ao público no início da peça.

"Tem o caráter de um ensaio, de uma tentativa, de uma investigação. Os espetadores poderão alternar entre a leitura e a visão da representação. O espetáculo acontece precisamente nesse intervalo particular: entre ler e ver, entre o livro e o palco, na intermitência da atenção do espetador, entre o levantar e o baixar da cabeça, num movimento de gola", lê-se.

A segunda semana dos Festivais Gil Vicente, a 14 de junho, começa com o trabalho de Tónan Quito, 'Casimiro e Carolina', de Horváth, que fala sobre as sequelas da crise de 1929, "a fazer lembrar esta que ainda atravessamos". A peça gira à volta de um casal que se ama - ele está desempregado, ela trabalha -, até que entram em rutura, discutem, separam-se e a ferida fica aberta.

A 15 de junho, Estelle Franco, Mariana Ricardo, Masako Hattori, Paula Diogo e Sónia Baptista desafiam a refletir sobre o modo como a memória opera na vida de cada um, em 'Sobre Lembrar e Esquecer', a primeira peça de uma trilogia inspirada pelo livro 'Les Formes de l'oubli', do antropólogo Marc Augé, que se completará com 'A Estação de Outono' e 'Paisagem'.

No último dia do festival de teatro (16 de junho), sobe ao palco 'Perplexos', de Cristina Carvalhal, uma peça "em que a realidade parece estar constantemente a ser reformulada, raiando o absurdo".

Haverá ainda lugar e tempo para o Gangue de Guimarães, "que volta a ocupar (pacificamente) o festival", repetindo o formato inaugurado em 2017 - artistas em residência no Centro de Criação de Candoso e dramaturgos em oficina no Palácio Vila Flor.

Este ano, os alunos e ex-alunos da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho também se juntam ao programa de atividades paralelas com a apresentação de uma mostra de dez dos seus projetos, quatro laboratórios, com a participação de Victor Hugo Pontes, Pedro Telles, Joana Providência e Vera Mantero, e ainda cinco projetos independentes, com a coordenação geral a cargo de Tiago Mora Porteiro.

Os bilhetes já se encontram à venda com o preço a variar entre os cinco e os dez euros, havendo a possibilidade de adquirir diferentes assinaturas para o festival.

Os alunos que frequentam Escolas de Artes Performativas têm um preço especial de quatro euros nos espetáculos.

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