Depois de perder no qualifying com o argentino Facundo Bagnis, Pedro Sousa estaria em condições normais de fora do ATP Buenos Aires, na Argentina. Acabou por saltar para o quadro principal como lucky loser, tal como o também português João Domingues. E começou aí a escrever uma semana histórica na carreira aos 31 anos.

Na primeira ronda do quadro de singulares, ocupando o lugar do chileno Christian Garín, o lisboeta eliminou o argentino Facundo Díaz Acosta por 4-6, 6-2 e 6-3, derrotando de seguida o eslovaco Jozef Kovalík com um duplo 7-6. Pedro Sousa chegava aos quartos da competição, onde conseguiu duas “vitórias” em poucas horas: além de ter batido o brasileiro Thiago Monteiro por 7-6 e 6-4, ficou a saber que o cabeça de série do torneio, o argentino Diego Schwartzman, teria de desistir por motivos físicos. A história começava a ser escrita.

Pedro Sousa tinha acabado de tornar-se apenas o terceiro português de sempre a chegar à final de um torneio ATP, depois de Frederico Gil (Estoril Open em 2010) e de João Sousa, melhor português da história que alcançou dez encontros decisivos do circuito. Além da possibilidade de ganhar o primeiro torneio ATP de sempre, o jogador podia também saltar do 145.º lugar do ranking para uma posição no top 100, talvez superando até o 99.º posto que é ainda hoje o melhor na carreira. Todavia, também ele estava fisicamente condicionado.

“É uma pequena lesão que tenho mas que não me impede de competir. Estou pronto para ir a jogo e muito feliz por atingir a minha primeira final do ATP. Nem consegui dormir com a adrenalina depois dos quartos mas acredito que posso sair daqui com o título”, comentou com o Record antes do encontro decisivo deste domingo. No entanto, esse problema no gémeo direito, onde entrou com uma ligadura bem visível, acabou por condicionar em demasia o seu jogo frente ao norueguês Casper Ruud, que terminou com o triunfo do escandinavo por 6-1 e 6-4.

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