Portugal

Hospital Amadora-Sintra vacina contra a Covid-19 200 doentes internados

Duzentos doentes internados no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) estão hoje a ser vacinados no hospital contra a covid-19, uma "complicada" operação montada em três dias com o aval da 'task force' que cedeu as vacinas.

Atendendo à evolução da situação epidemiológica na região de Lisboa e Vale do Tejo, que reúne o maior número de casos de covid-19, e ao facto de o processo de vacinação dos funcionários estar praticamente concluído, o hospital decidiu propor à 'task force' vacinar os doentes internados que reúnem as condições para o fazer.

"Realmente eles foram extraordinários, disseram para avançar, e em três dias nós montámos esta operação" que "foi complicada porque tivemos que ver um a um os doentes, em termos de estado vacinal, de primeiras e segundas doses" e seguindo os critérios em vigor da Direção-Geral da Saúde, disse à Lusa a médica Helena Cristina Loureiro, que faz parte do grupo responsável pelo processo de vacinação dos profissionais do HFF.

O processo contou com a colaboração das enfermeiras-chefes que identificaram os doentes e dos médicos que analisaram se o doente face à sua patologia poderia ser vacinado.

"Falámos com a 'task force', fizemos o pedido, as vacinas estão cá e vamos fazer esta vacinação que achamos que vai contribuir para vacinar 200 doentes que estão em condições de serem vacinados e vão ficar melhores", salientou Helena Cristina Loureiro.

A enfermeira chefe do serviço de Pediatria, Helena Ribeiro da Silva, também responsável pela vacinação no HFF, adiantou, por seu turno, que está previsto administrar hoje cerce de 130 primeiras doses e cerca de 60 segundas doses aos doentes, alguns com 70, 80 e 50 anos.

Sobre a reação dos doentes, disse que foi muito positiva, contando que até os familiares ficaram contentes e dizem mesmo: 'só vai para casa depois de fazer a vacina'.

Liliana Teixeira, 40 anos, recebeu com surpresa e satisfação a notícia de que ia receber a segunda dose da vacina no hospital, onde está internada desde 08 de junho.

"Estava a entrar em desespero porque tinha de levar a segunda dose no dia 21 [de junho] e estava internada", contou à Lusa Liliana Teixeira, que, por ser doente de risco, foi chamada pelo centro de saúde para receber a primeira dose.

Depois de ouvir as indicações do enfermeiro sobre possíveis reações à vacina e de ser vacinada, a doente desabafou que agora já vai mais descansada para a cirurgia que tem de realizar.

Um sentimento partilhado por Carlos Antunes, 41 anos, que ainda não tinha sido chamado para fazer a vacina. "Aceitei logo, é uma mais-valia", disse, confessando que ficou ainda "mais feliz" ao saber que ficou imunizado apenas com uma toma, uma vez que recebeu a vacina da Janssen.

Internada pela terceira vez no HFF, Cristina Pereira, 56 anos, já tinha sido chamada para receber a primeira dose, mas não pôde ir porque estava hospitalizada.

Quando soube que o podia fazer no hospital e que ficava imunizada apenas com uma toma ficou contente: "Foi uma boa notícia, já não tenho que me preocupar com isso lá fora e isso é ótimo".

Além disso, realçou: "é bom saber que vou ficar protegida ou, pelo menos, que começo a ter proteção daqui para a frente", o que dá "um pouco mais" de segurança.

As vacinas chegaram ao hospital escoltadas por um segurança e depois foram transportadas por profissionais de saúde para os diversos serviços, para serem administradas pelos enfermeiros desses serviços.

"A ideia é ter o maior número de pessoas vacinadas nesta zona do Hospital Amadora-Sintra, porque temos neste momento os serviços a ficarem cheios de doentes (...) e a ideia é tentar proteger as pessoas e vacinar o maior número possível", salientou a enfermeira-chefe.

Segundo Helena Ribeiro da Silva, o hospital tem doentes internados com covid-19, com primeiras e segundas doses da vacina, e com outras doenças, sendo também mais jovens.

"Neste momento, mudámos os doentes muito idosos para doentes mais jovens. Há pessoas com 50, 40 anos e por aí fora, comentou.

A médica Helena Cristina Loureiro lembrou que o HFF foi "muito fustigado" pela pandemia e lamentou que se esteja a entrar "numa outra fase muito complicada".

"O nosso hospital foi muito fustigado em janeiro, fevereiro e as pessoas estão muito atentas a tudo que é tratamento dos doentes não covid, que não podemos deixar para trás, mas também a prevenir quando podemos fazê-lo e isto entra nessa vertente da prevenção", salientou.

A médica salientou o empenho dos profissionais neste processo de vacinação dos doentes: "A farmácia foi excelente e prepara isto tudo, são quatro marcas [de vacinas] que estamos a fazer, a distribuir pelo hospital inteiro, temos 800 camas".

"É uma logística que não foi fácil de operacionalizar e toda a gente se chegou à frente, porque na verdade os profissionais de saúde querem também prevenir", disse, rematando: "Está nas mãos de todos com as lavagens das mãos, com o uso de máscara, o distanciamento, mas quem pode faz mais alguma coisa e nós podemos e fazemos".

Football news:

Herkus about Krykhovyak in Krasnodar: It is a great success to get such a player. He will prove himself brilliantly
Pochettino lost 23% of matches at PSG - the worst result under the Qataris
The more the fly spins in the web, the more entangled it becomes. Here is how Belarusian officials and coaches persuaded the athlete to go home
Ronaldinho on Messi's victory at the Copa America: This is the only thing that he lacked. I am very happy for him
Mikel Arteta: Jaka stays. He is a key Arsenal player
Parti injured his ankle in a friendly game with Chelsea. Arsenal midfielder will be examined tomorrow
Umtiti agrees to leave Barca, but only to a club from the Champions League or claiming the title