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João Oliveira: “É precipitada a ideia de que tem de haver eleições”

Depois da entrega da proposta do Orçamento do Estado para 2022 e antes da conversa com o Presidente da República, João Oliveira aceitou responder, por escrito, às perguntas do Expresso sobre a atual situação política. O líder da bancada parlamentar comunista enuncia o conjunto de medidas “essenciais” para o PCP viabilizar o próximo OE. As distâncias com os socialistas são profundas, mas João Oliveira garante que “ainda é tempo para que o Governo faça o caminho que até agora recusou fazer”.

O primeiro-ministro disse que a entrega do OE deixaria o PCP “menos preocupado”. Isso não aconteceu. Enganou-se ou enganou o PCP?

Nem uma nem outra. Terá, eventualmente, levado ao engano quem o ouviu. O PM conhece há muito a consideração que o PCP faz das medidas necessárias a uma resposta global aos problemas do país: o aumento dos salários (incluindo no que diz respeito ao SMN, aos salários da Administração Pública, bem como à revisão da legislação laboral para acabar com a caducidade da contratação coletiva); o reforço do SNS no que diz respeito ao investimento mas também na valorização das carreiras e condições para garantir a fixação de médicos e outros profissionais de saúde; o aumento das pensões, incluindo as que estão acima de 658 euros; o alargamento da gratuitidade das creches e a criação de vagas em rede pública; um alívio fiscal para os rendimentos mais baixos e intermédios; o reforço do subsídio de desemprego e outras prestações sociais... Isto entre outras matérias que temos sinalizado de forma exaustiva. E também sabia da avaliação que fazíamos de que não havia da parte do Governo compromissos que dessem sinais nesse sentido.