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Moscovo aprova proposta de cimeira Rússia-UE mas sem esconder ceticismo

"Existem muitas coisas que não estão claras e antes de reagir de forma concreta devemos entender do que se trata", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, num comentário à iniciativa avançada pela chanceler alemã, Angela Merkel, e apoiada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

Numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo da Guatemala, Pedro Brolo Vila, o chefe da diplomacia russa observou que a Rússia ainda não tem detalhes suficientes para avaliar a proposta.

"De que se trata? Qual será a agenda desta cimeira?", referiu Lavrov, acrescentando: "Precisamos que os nossos colegas europeus expliquem o que querem dizer e o que aspiram".

E frisou: "Toda a arquitetura das relações" russo-europeias "a começar pelas cimeiras, foi destruída em 2014".

Uma semana após o encontro em Genebra entre o Presidente norte-americano, Joe Biden, e o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, Berlim e Paris parecem estar em sintonia numa proposta no sentido de retomar o relacionamento bilateral da União Europeia (UE) com Moscovo, com o intuito de encontrar pontos de convergência entre as duas partes.

Um diálogo de alto nível com a Rússia, ou seja, uma cimeira entre as autoridades russas e a UE, é uma situação que não ocorre desde 2014, quando Moscovo anexou a península ucraniana da Crimeia.

Apesar das declarações de Lavrov, o Kremlin (Presidência russa) fez saber que encara a proposta franco-alemã como positiva.

"Avaliamos a iniciativa de forma positiva. O Presidente Putin apoia a recuperação do mecanismo de diálogo e dos contactos entre Bruxelas e Moscovo", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Bruxelas e Moscovo precisam desse diálogo", acrescentou o porta-voz russo.

Nos últimos anos, a UE adotou sanções visando a Rússia, nomeadamente o congelamento de bens e a proibição de viagens no espaço comunitário para certos cidadãos russos, na sequência do conflito no leste da Ucrânia entre Kiev e forças separatistas pró-russas, com início em 2014.

O conflito, que já fez mais de 14 mil mortos, foi desencadeado após forças políticas pró-ocidentais terem assumido o poder em Kiev e depois de Moscovo ter anexado a península ucraniana da Crimeia.

Nos últimos meses, o bloco comunitário aprovou mais medidas restritivas contra Moscovo por motivos relacionados com o caso do opositor russo Alexei Navalny, atualmente detido em território russo.

Ainda na mesma conferência de imprensa, Serguei Lavrov recordou que antes de 2014 as cimeiras Rússia-UE realizavam-se a cada dois anos.

"Toda essa arquitetura foi destruída, a começar pelas cimeiras (...) por motivos conhecidos, quando a UE aceitou o golpe inconstitucional ocorrido na Ucrânia apesar das garantias oferecidas pela Alemanha, França e Polónia", insistiu.

Desde então, reforçou Lavrov, a questão não foi mais abordada, apesar de Moscovo, Berlim e Paris "comunicarem regularmente em outros formatos".

O alto representante russo expressou ainda as suas dúvidas sobre uma eventual conciliação entre a realização de uma cimeira e as novas políticas de Bruxelas de "resistência, contenção e de compromissos" em relação a Moscovo.

"Se essa é a filosofia que está por detrás da cimeira, acharia muito interessante ver como é que um hipotético evento deste tipo começa com a resistência e depois com a contenção. É difícil para mim compreender como tudo isto se irá encaixar", concluiu.

Reunidos numa cimeira em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-membros da UE devem discutir hoje à noite a relação com a Rússia e o formato de diálogo a ter com o Presidente russo.

Leia Também: Rússia está aberta a diálogo "honesto e profissional" com a NATO

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