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Moscovo vai participar no encontro de Berlim sobre a crise na Líbia

""Prevê-se uma troca de opiniões sobre a crise líbia, incluindo um ponto sobre o fim das hostilidades; a reconciliação entre as partes em confronto e a exposição do diálogo político, sob os auspícios das Nações Unidas", refere a nota do gabinete do presidente russo.

O Kremlin indicou também que os acordos alcançados na reunião vão constar da declaração final, acrescentando que o documento preliminar "está quase aprovado".

O encontro de Berlim foi convocado na semana passada pela chanceler alemã, Angela Merkel, após dez meses de combates iniciados pela ofensiva lançada pelo Exército Nacional Líbio contra Tripoli e que provocaram a morte a pelo menos 1.500 pessoas, entre as quais 300 civis.

Os combates fizeram mais de 15 mil feridos e mais de 100 mil pessoas foram obrigadas a abandonar os locais onde residiam.

Putin e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan pediram na semana passada um cessar-fogo na Líbia.

Apesar do otimismo do Kremlin, os encontros que decorreram em Moscovo não foram conclusivos.

O marechal Khalifa Haftar, homem que controla o leste do da Líbia, abandonou Moscovo no passado domingo sem assinar qualquer acordo de intenção sobre o cessar-fogo, ao contrário de Fayez al-Sarraj, apoiado pelas Nações Unidas.

Os dois homens encontraram-se com os negociadores russos e turcos, mas recusaram um encontro direto.

A Líbia, que dispõe de importantes reservas petrolíferas, enfrenta uma guerra que se agravou após a morte do ditador Muammar Kadhafi em 2011, assassinado na sequência da revolta popular e após a intervenção militar da França, Grã-Bretanha e Estados Unidos.