Para um treinador de futebol, ter um domingo de folga é algo pouco habitual. Normalmente, ou há jogo ao sábado e é preciso analisar tudo o que aconteceu, ou há jogo ao domingo. Mas para algumas equipas, as equipas que andam pelas competições europeias, há semanas atípicas: semanas em que se joga à quinta-feira e, por motivos óbvios de descanso e recuperação física, é necessário adiar a partida seguinte para depois do fim de semana. Foi o que aconteceu este domingo ao Tottenham, que defrontou o LASK na quinta-feira, para a Liga Europa, e só encontrava o Burnley esta segunda. Pelo meio, Mourinho teve tempo para aproveitar a folga.

“Domingo sem futebol é domingo de Fórmula 1, especialmente com o Grande Prémio de Portimão”, escreveu o treinador português no Instagram, numa descrição que acompanhava uma fotografia onde era possível ver Mourinho e a restante equipa técnica dos spurs a assistir à etapa que passou pelo Autódromo Internacional do Algarve através da televisão, no gabinete do técnico.

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Aproveitada a folga, o Tottenham voltava aos relvados esta segunda-feira, no terreno do Burnley, e procurava regressar às vitórias na Premier League depois do empate com o West Ham — onde desperdiçou uma vantagem de três golos. Com Ndombele, Lucas Moura, Son e Kane na frente de ataque, tanto Bale como Carlos Vinícius — que assinou uma assistência contra o LASK — eram suplentes.

Numa primeira parte que terminou sem golos, o Burnley chegou a marcar mas viu o lance de Barnes ser anulado por fora de jogo (21′). O primeiro remate enquadrado do jogo apareceu já perto do intervalo e também por intermédio da equipa de Sean Dyche, com Lloris a defender (38′), e o guarda-redes francês teve de se aplicar novamente na sequência de uma tentativa de Gudmunsson (44′). Do lado do Tottenham, apesar de boas indicações de Ndombele e de os spurs terem tido a larga maioria da posse de bola, a equipa de José Mourinho não conseguiu criar qualquer oportunidade de golo e o guarda-redes Nick Pope foi para o intervalo sem ter feito qualquer defesa.

Na segunda parte, cumpridos mais de dez minutos, Mourinho mexeu pela primeira vez e trocou Lucas Moura por Lamela. O jogo manteve-se aborrecido e pouco dinâmico, sem grandes atrevimentos de parte a parte, e só Harry Kane foi protagonista a cerca de 20 minutos do fim, ao evitar o golo do Burnley com uma ação defensiva em cima da linha depois de um cabeceamento de Tarkowski (72′). Numa altura em que Mourinho já tinha Carlos Vinícius preparado para entrar em campo e sem que ninguém pudesse prever, Son conseguiu abrir o marcador e carimbar a vitória do Tottenham: Lamela bateu o canto na direita, Kane cabeceou numa zona mais recuada da grande área e o sul-coreano, ao segundo poste, cabeceou para dentro da baliza (76′). Juntos, Kane e Son já criaram 29 golos na Premier League, ficando apenas atrás da dupla formada por Drogba e Lampard (36).

Lo Celso ainda entrou, o central galês Joe Rodon estreou-se mas o resultado não voltou a alterar-se. O Tottenham conseguiu desatar um nó muito complicado graças a um golo solitário de Son, voltou às vitórias na Premier League e continuou o ímpeto vitorioso que arrancou com o LASK, visitando o Antuérpia na próxima semana.