O número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 42.782 esta quinta-feira, 2 de julho, depois de terem sido registados 328 novos contágios nas últimas 24 horas, de acordo com o relatório da Direção-Geral de Saúde. O número de casos aumentou em 0,8%. Já o número de mortos subiu: foram 8, elevando o total de óbitos em todo o país pela pandemia para 1.587.

Do relatório divulgado esta quinta-feira ao início da tarde há vários pontos a destacar: a concentração de casos em Lisboa e na periferia; o perfil etário dos novos casos, onde há uma subida quase para o dobro entre os mais novos; e a tendência de aumento de internamentos, que está no número mais alto desde 31 de maio e aumenta agora pelo 5.º dia consecutivo.

Confirmando a tendência das últimas semanas, a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que tem mais casos (273) e mortes (5) daquelas que foram anunciadas esta tarde pela DGS. A taxa de letalidade da Covid-19 em Portugal fixa-se desta forma em 3,71% — menos 0,4% do que há uma semana.

No que aos concelhos diz respeito, é agora em Sintra que há mais casos, com um total de 49. Segue-se Cascais, onde foram registados 33 novos casos e depois Lisboa, com 29. Aqui, Sintra e Cascais subiram em relação à véspera e Lisboa diminuiu o número de casos.

Quanto a faixas etárias, a maior fatia dos 328 casos registados nas últimas 24 horas diz respeito a pessoas com pessoas entre os 30 e os 39 anos: 63, ao todo. A segunda faixa etária mais afetada são as pessoas entre 20 e 29 anos (54), seguidos de perto pelos de 40-49 (52).

Estes números de forma geral estão em linha com os da véspera, mas no que toca às faixas etárias há porém uma variação relativamente notória na faixa dos 0 aos 9 anos, que subiu dos 11 da véspera para os 20 anunciados esta quinta-feira.

O boletim desta quinta-feira confirma em grande parte as tendências da edição da véspera e, entre estas, há uma particularmente preocupante: o aumento consecutivo dos internamentos gerais por Covid-19.

O número de internados é agora 510 (uma subida de 7 em relação à véspera), o que representa o valor mais alto desde 31 de maio, quando havia 474 internados. A atual tendência de subida dos internamentos vai agora em 5 dias consecutivos — sendo preciso recuar até ao período que foi de 20 de março a 8 de abril, no início da pandemia, para haver uma altura em que os internamentos aumentaram de forma tão insistente.