Portugal

Opinião – Saber Médico

Todos os dias somos confrontados com interpretações díspares e até disparatadas dos problemas trazidos pelo COVID 19, e que só trazem confusão aos Povos que têm de defender a sua saúde. Algumas são dramáticas por terem causado confusão no Santo António de Lisboa com a Dra. Graça Freitas a dizer que podiam assar sardinhas em fogareiros tal como era habitual, mas, logo a Câmara de Lisboa, disse que não. Deu para rir o facto da DGS ter avisado para a importância de se comemorar co S. João com as devidas regras mas só no dia seguinte. Mas, tudo correu bem por o Povo do Norte ter quanto ao interesse público um sentido bem apurado.
Contudo, o saber médico tem crescido por se ter desenvolvido o ensino médico ao longo dos tempos, sendo por isso que o Rei afirmava: “Faço saber aos que esta minha Carta Patente virem que tendo consideração aos merecimentos e mais partes que concorrem na Pessoa de Fr. António de S. Frutuoso, Religioso da Ordem de S. João de Deus, e Bacharel em Medicina pela Universidade de Coimbra”1.
Contudo, para melhorar os nossos conhecimentos, nesta pandemia devia-se estudar a ecologia da doença, estudando o modo como o vírus circula pelo país e como causa problemas e os consequentes temores entre a nossa gente.
De facto, era costume nos inícios do século XIX, os médicos estudarem os territórios em que trabalhavam, usando principalmente os conhecimentos que tinham de física, química geologia e biologia. Agora os conhecimentos, que vejo serem mais aplicados, são os de estatística matemática, mas, infelizmente, sem terem em conta as circunstâncias em que vivem e trabalham as pessoas que correm os riscos de contágio.
Fala-se da TAP, mas não se identificam os riscos dos passageiros que irão nos aviões sem a necessária etiqueta respiratória e o recomendado distanciamento social. Acontece o mesmo nos transportes rodoviários da Grande Lisboa e ninguém repara como estes dois perigos para a Saúde Pública têm atores que participam nesta telenovela, aproveitando de modo oportunista o lay-off.
Os governantes, por quem o Papa nos manda rezar, fazem com que nos esqueçamos dos factos verídicos e essenciais do problema, mas que devíamos equacionar com rigor para que fosse encontrada uma solução cabal.
Não admira que existam discussões entre quem governa, pois quem manda mais confunde vírus com bactérias, propondo injeções tal como se combate os vírus financeiros do BES com injeções de capital.
Na verdade, nesta pandemia demasiadas vezes os problemas de saúde pública foram escamoteados e escondidos no meio de discursos ilógicos.
São os que permitem que as más práticas das políticas económicas e sociais se mantenham infelizmente, logo agora que vivemos uma “nova normalidade”, que se assemelha demasiado perigosamente à “velha normalidade”.

1 Jornal de Coimbra, 1814, Vol. VII, Parte I, p. 31.

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