Portugal

Pandemia castiga alojamento local nas cidades (Porto consegue mais ocupação que Lisboa)

A pandemia do novo coronavírus está a paralisar o turismo justamente nos locais que tinham uma procura maior - as grandes cidades, como Lisboa e Porto. O balanço do verão mostra que Lisboa ficou-se nos 11% a nível da ocupação média em alojamento local e o Porto, apesar de também evidenciar números baixos, até obteve resultados melhores que a capital, atingindo uma ocupação média de 16%. Trata-se de dados avançados pela Confidencial Imobiliário, com base no seu sistema de informação SIR - Alojamento Local, que monitoriza os alojamentos ativos listados em plataformas de reservas como Airbnb ou Booking.

"Não surpreende que o Porto tenha tido um melhor desempenho que Lisboa. Na altura, Lisboa estava muito no radar pela elevada incidência de casos de covid e o Porto de alguma maneira terá tirado um pouco partido desta circunstância, até pensando no turismo doméstico", faz notar Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário.

Em todo o caso, "isto está longe de ser a Liga dos Campeões, estamos a falar de desempenhos baixos em ambos os casos, tanto em Lisboa como no Porto, e de quem ficou pior", refere Ricardo Guimarães.

Os alojamentos que costumavam encher no verão no centro histórico de Lisboa, ao ponto de gerar queixas devido ao excesso de turistas, conheceram neste verão um cenário oposto. Em junho, julho e agosto, as vendas de diárias em alojamento local não foram além das 29,5 mil.

"Lisboa foi penalizada por ter tido mais casos nestes meses, em toda a Europa destacava-se por ser das regiões com maior incidência e pagou um preço por isso", salienta o diretor da empresa que produz estatísticas no sector imobiliário.

No Porto, o alojamento local mostrou-se "um pouco mais dinâmico", com cerca de 31,1 mil noites vendidas em junho, julho e agosto. "Um turista que hoje decida uma viagem já não diferencia o Porto de Lisboa, como acontecia no início no verão", nota Ricardo Guimarães.

Junho foi "o mês mais penoso"

O verão não correu por igual nesta atividade e "junho foi o mês mais penoso para o alojamento local", com as ocupações a baixarem para 4% em Lisboa e para 8% no Porto. Segundo os dados de balanço, "julho e agosto deram sinais de recuperação, embora mantendo a atividade pressionada em níveis pouco dinâmicos".

Agosto já foi um pouco mais animador nas duas principais cidades nacionais e a ocupação média no alojamento local cifrou-se em 13% em Lisboa e em 22% no Porto.

Entre o total de 29,5 mil noites vendidas nos três meses de verão em Lisboa, 12,3 mil referem-se a agosto. Também o Porto atingiu neste mês 15,9 mil noites vendidas em alojamento local.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPar), o indicador que é considerado mais relevante para a hotelaria, cifrou-se em Lisboa em 10 euros no alojamento local nestes três meses de verão e no Porto em 13 euros.

Notou-se aqui "uma tendência de recuperação", segundo a Confidencial Imobiliário, já que o indicador de rentabilidade passou de 3 euros em junho para 11 euros em agosto no alojamento local em Lisboa e de 6 euros em junho para 15 euros em agosto no caso do Porto. Ainda assim, os preços das diárias dos alojamentos em oferta atingiram valores mais altos em Lisboa (90 euros) que no Porto (73 euros).

Lisboa e Porto perdem 2900 alojamentos locais num só mês

"É importante salientar que em Lisboa e no Porto houve uma redução expressiva dos alojamentos locais ativos", frisa Ricardo Guimarães. "Estas taxas de ocupação são baixas, mas a partir de uma base de ativos que também é baixa".

Em junho, Lisboa e Porto registaram uma perda de 2900 alojamentos locais relativamente ao mesmo mês do ano passado, segundo a Confidencial Imobiliário, contabilizando apenas as casas T0 e T1, que são as tipologias mais utilizadas em turismo.

Lisboa, que em junho do ano passado tinha 5212 alojamentos locais a funcionar, em junho deste ano tinha 3468. As maiores "perdas" de alojamentos ativos registaram-se em pleno centro histórico, nas freguesias da Misericórdia e Santa Maria Maior, que sempre foram as mais concorridas.

"A oferta de alojamento local também tem uma sazonalidade e tende a aumentar na época alta", lembra Ricardo Guimarães, frisando que este ano, devido à pandemia, o que se aconteceu foi que "não houve aumento de oferta como seria de esperar e o que se verificou foi o contrário".

O mês de setembro, para o qual ainda não existem dados apurados, "deverá manter um registo próximo de agosto, apesar do efeito das aulas" a nível da ocupação nas cidades. Devido à situação sanitária, as previsões para o resto do ano são uma incógnita relativamente à atividade do alojamento local em Lisboa e no Porto. "Sobre os próximos meses, é esperar para ver", resume Ricardo Guimarães.

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