Portugal

Paraguai palco de conflitos entre polícia e manifestantes anti-Presidente

A multidão atendeu a convocação através das redes sociais para uma manifestação pacífica em frente ao Parlamento que demonstrasse a insatisfação com a falta de uma política sanitária do Governo, mas, depois de duas horas de protesto, começou o confronto entre os manifestantes e os agentes de segurança.

Os manifestantes gritavam "Fora Marito", como é conhecido o Presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez. O protesto avançou contra a formação em linha da Polícia que protegia o Palácio Legislativo. Os agentes reagiram para dispersar os que forçavam a passagem e a partir desse ponto, a região tornou-se uma praça de guerra.

A Polícia disparou jatos d'água, balas de borracha e bombas de gás lacrimogéneo. Os manifestantes respondiam com pedras. Durante horas, houve correria e perseguição pelo Centro de Assunção: carros, lojas e edifícios públicos foram parcialmente destruídos.

A Central de Polícia foi atacada por manifestantes encapuzados que improvisaram barricadas para enfrentar as forças de segurança. Nessa altura, os protestos também aconteciam em frente ao Palácio de Governo, onde os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o Presidente.

O chefe de Polícia, Silvino Leguizamón, pediu um cessar-fogo. Um grupo de agentes levantou um lenço branco e pediu trégua. Os manifestantes estavam em maior número. A Polícia já tinha perdido vários agentes feridos e ficado sem balas de borracha.

Na negociação ficou acertado que o protesto continuaria, mas de forma pacífica como no começo. Entoando o hino nacional paraguaio, os manifestantes retornaram ao Parlamento, onde disseram que continuariam até o Presidente renunciar.

"Faço um pedido a toda a população em convulsão pelo fim da violência. Peço aos meios de comunicação que transmitam paz. Peço à Polícia Nacional que pare de disparar balas de borracha. E peço aos jovens que parem de atirar pedras", clamou o arcebispo de Assunção, Edmundo Valenzuela.

Até à madrugada, do lado dos manifestantes, o saldo parcial era de um homem de 32 anos morto por uma facada no coração e, pelo menos, 18 feridos com impactos de balas de borracha e intoxicação provocada pelo gás lacrimogéneo. Do lado da Polícia, foram 11 feridos por traumatismos, a maioria de crânio, devido às pedras lançadas.

O ministro do Interior, Arnaldo Giuzzio, afirmou que a violência foi provocada por infiltrados na manifestação e transmitiu uma mensagem de calma por parte do Presidente Mario Abdo.

A liderança do Partido Liberal, principal partido opositor, vai-se reunir neste sábado para definir se pedirão a destituição do Presidente por mau desempenho de funções durante a pandemia.

Ciente da pressão social e do protesto que se anunciava pelas redes sociais, durante a tarde, o Presidente Mario Abdo pediu a renúncia do ministro da Saúde Pública, Julio Mazzoleni, uma renúncia que o próprio Senado já tinha pedido na quinta-feira ao classificar o ministro como "negligente, improvisada e inoperante".

Durante a semana, o sindicato de enfermeiros, com o apoio de parentes dos pacientes de covid-19, denunciou a falta de medicamentos e de material médico.

"É um momento no qual é absolutamente necessário que os paraguaios fiquem unidos para combater a pandemia. Tomara que esta decisão sirva para unir o país", disse Mazzoleni ao anunciar a sua renúncia.

A saída do ministro, no entanto, não foi suficiente para acalmar a indignação popular com a falta de resposta do Governo diante do aumento de casos, do colapso de hospitais e da ausência de vacinas.

Até agora, o Governo paraguaio só obteve quatro mil doses da Sputnik V. Neste sábado, chegarão 20 mil doses da CoronaVac doadas pelo Governo do Chile.

Com sete milhões de habitantes, o Paraguai tem 3.256 mortos, 164 mil casos e um sistema de saúde precário que não responde à atual quantidade diária de doentes.

Leia Também: Paraguai evita fuga de presos do maior grupo criminoso do Brasil

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