Portugal

Paulo Rangel adia “debate interno” no PSD. Mas já deixa avisos e um programa alternativo

Na noite eleitoral, deixou um tweet com um elogio a Carlos Moedas, em particular, mas a todos os eleitos e não eleitos do partido - sem referências a Rui Rio. Depois, silêncio. Esta terça-feira, porém, o eurodeputado Paulo Rangel, dedica o seu artigo semanal nas páginas do Público à análise dos resultados, sugerindo que o partido faça, “tão brevemente quanto possível, uma análise fina e detalhada dos resultados eleitorais em todas as suas dimensões”.

Paulo Rangel frisa que “não é ainda o tempo da chamada clarificação interna nem do debate interno”, deixando assim para mais tarde a sua própria decisão sobre uma candidatura à liderança, muito prevista nas semanas anteriores à eleição: "A seu tempo, virá o ciclo eleitoral normal do PSD e, aí sim, cada militante será chamado a assumir as suas responsabilidades".

Porém, deixa já vários alertas à navegação e, também, uma espécie de esboço programático para o futuro.

Confirmando que esteve na estrada, num périplo paralelo ao do líder, o social-democrata , diz ter visto algum desligamento das estruturas partidárias, recomenda um "diálogo cada vez mais intenso e franco com a sociedade civil”, frisa que o PSD não pode alinhar em "frentismos", sob pena de "descaracterizar" a identidade do partido. Anota, sobretudo, que o PSD tem agora de construir "uma alternativa sólida, capaz de mobilizar os portugueses".

Do ponto de vista do discurso, também há conselhos: que o PSD não se coíba de falar da aplicação do PRR, mas também do pacote de fundos europeus que vem em paralelo; que fale do combate à pobreza, "em articulação com o sector social", que "retome a lidernaça da promoção do ambiente", que "aposte na valorização dos professores, da escola pública, da avaliação e da exigência". Mas que debata também "a fratura artificial" entre público e privado, que fale da transição digital e da ciência e que não esqueça "o Estado de Direito", incluindo a luta "contra as discriminações de todo o tipo".

O seu "Não" da semana é de olhos postos em António Costa: "A forma sôfrega e atabalhoada como fez a campanha eleitoral, em muitos casos a passar o limite da demagogia, já prenunciava este sério sinal de derrota".

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