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Porta-voz regional do PAN pede demissão da líder nacional por "ilegalidades estatutárias"

Foto ASPRESS

O porta-voz do PAN na região da Madeira, Joaquim Sousa, pediu hoje a demissão da porta-voz nacional do partido, Inês de Sousa Real, por "ilegalidades estatutárias" e por participar na tentativa de condicionar a Comissão Política Regional.

"Peço o afastamento da doutora Inês de Sousa Real da Comissão Política Permanente [do PAN], porque não tem condições políticas, éticas ou pessoais para continuar a representar um partido que se baseia na empatia, na seriedade, no combate à corrupção, na honestidade e não nos compadrios", afirmou Joaquim Sousa, em declarações à agência Lusa.

O porta-voz do PAN/Madeira indicou que irá apresentar o pedido de demissão de Inês de Sousa Real na reunião prevista para esta noite, em que será ouvido pela direção do PAN, que propôs a sua suspensão imediata de funções e a expulsão do partido.

"Vou pedir, nessa reunião, que seja aberto um processo de inquérito com vista à expulsão da doutora Inês de Sousa Real, por todo o mal que tem feito ao PAN e, acima de tudo, participar na tentativa de condicionar uma comissão política como a Comissão Política Regional da Madeira", apontou Joaquim Sousa.

Sobre a proposta da direção do PAN relativamente ao seu afastamento do partido, o porta-voz do PAN/Madeira acusou Inês de Sousa Real de "ilegalidades estatutárias", nomeadamente na escolha da lista candidata às eleições regionais e na retirada dos acessos ao e-mail e às redes sociais do PAN.

"Joaquim Sousa pediu para participar na votação que escolheu a lista candidata às eleições regionais e Inês de Sousa Real informou os comissários políticos nacionais que Joaquim Sousa não pediu para ser ouvido, o que é mentira. [...] Inês Sousa Real disse aos comissários políticos nacionais que ia ligar a Joaquim Sousa, até hoje nunca ligou", apontou o presidente da Comissão Política Regional do PAN/Madeira.

Relativamente às acusações da direção do PAN de que esteve a "apelar publicamente à não votação no seu próprio partido e inclusivamente andado a negociar e em conversações com outras forças políticas", Joaquim Sousa rejeitou todas essas críticas que são apontadas como justificação para a sua expulsão do partido.