Portugal

"Mau era se tivesse de ser Jesus a motivar um Cavani ou um Vertonghen"

O Benfica pretende fechar todas as contratações dentro em breve, uma vez que o primeiro jogo da época, a contar para a Liga dos Campeões acontece daqui a um mês. Jorge Jesus já trabalha com o plantel encarnado, mas há ainda muitas dúvidas por dissipar. Cavani ou Vertonghen são jogadores na calha para reforçar o conjunto da Luz, que claramente está a apostar forte para a reconquista do campeonato.

O objetivo é também deixar uma boa imagem na Europa, pese embora a entrada na Liga dos Campeões não esteja assegurada. E, precisamente, se o pior cenário para o Benfica, o de não entrar na Champions se confirmar?

Em exclusivo ao Desporto ao Minuto, Toni, antigo treinador das águias, deixou o seu parecer e foi perentório na sua resposta.

"Isso pode hipotecar uma série de épocas. Mas penso que este investimento foi de certa forma imposto por Jorge Jesus com a sua vinda para o Benfica, para que ele tenha condições de criar uma equipa que dê resposta aos desejos dos adeptos, que passa sempre pela conquista do campeonato. O esforço financeiro do Benfica, tendo em conta a conjetura atual, é tremendo e não tendo retorno desportivo naturalmente que colocará o Benfica com muitas dificuldades do ponto de vista financeira. Porém, temos de ver uma coisa: o FC Porto no ano passado não entrou na Liga dos Campeões e não morreu", analisou o técnico de 73 anos.

Quanto à chegada de grandes nomes ao plantel encarnado, Toni acredita que não haverá grandes problemas a nível motivacional. Isto porque os grandes jogadores motivam-se a si mesmos.

"Eu penso que o treinador tem essa capacidade de motivar, mas do outro lado, seja ele o Vertonghen, o Cavani ou um nome menos sonante, o jogador tem de ter o papel fundamental na parte motivacional. Como é que o Sarri motiva o Ronaldo? É um jogador que se motiva a si mesmo! Mal seria se tivesse de ser o Jorge Jesus a motivar um Cavani ou um Vertonghen. Como grandes profissionais que são, eu penso que eles estão motivados para o desafio que irão abraçar. Seja no Benfica ou noutro sítio qualquer. Agora, claro, através dos objetivos que serão traçados ao grupo, todos eles farão esse próprio trabalho motivacional e o treinador dará uma força extra apenas para a reforçar. Porque isto, da motivação, não se compra na farmácia!", explicou.

Quanto a um modelo tático adotado por Jorge Jesus na nova época, Toni diz que ainda é cedo para fazer análises, uma vez que o "plantel está longe de estar fechado e há muitas indefinições". No entanto, o técnico português acredita que Jorge Jesus opte por "um modelo tático mais ‘camaleónico’ durante o jogo, e não ficar tão agarrado a um modelo base como o 4x4x2 ou o 4x3x3".

Antes de terminarmos a nossa conversa quisemos saber a opinião de Toni quanto à competitividade da I Liga portuguesa, caso ingressam então no Benfica nomes altos do futebol mundial como os já referidos Cavani ou Vertonghen

"Trazer qualidade para dentro é bom, mas apenas os nomes não ganham campeonatos", respondeu, acrescentando: "É preciso que, mesmo num campeonato com as assimetrias que o nosso tem, se entre em campo com mais do que as camisolas. Será um erro pensar que basta comprar-se grandes jogadores e metê-los em campo. O Benfica pode vir a ter muita qualidade, mas não quer dizer que o campeonato esteja ganho. É muito importante trazer-se nomes como Cavani ou Vertonghen para o futebol português, mas depois há que se jogar os jogos, até porque os adversários irão defrontar o Benfica com ainda mais motivação".

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